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Paulo Afonso-BA, 20 de maio de 2022

Crise I: vereadores defendem ferozmente salário de Luiz de Deus “É regimental, é legal, é constitucional”

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O vereador Mário Galinho (SD) propôs, ao prefeito Luiz de Deus (PSD) uma medida imediata para que a prefeitura atravesse a crise que se avizinha pela perda de receita [aproximadamente 40%] sem prejudicar o andamento dos serviços públicos.

Mário afirmou que é preciso cortar na pele e a primeira facada deveria começar pelo maior salário pago a um prefeito no Brasil: 33.764 mil reais de Luiz. Para se medir a generosidade dos nobres com o atual prefeito, ACM Neto (Dem) ganha R$.18.038,10 para gerir Salvador.

O aumento fora estabelecido em projeto de lei cujos autores são Marcondes Francisco dos Santos (PSD), José Carlos Coelho (PRB) e Bero do Jardim Bahia (PT).

A bancada da situação não gostou da proposta e defendeu de forma feroz o salário de Luiz.

“É constitucional o nosso subsídio assim como o do prefeito. Não houve e não há nenhuma inconstitucionalidade, pelo contrário, é constitucional por isso que até hoje essa matéria não foi derrubada pela Justiça, porque ela reconhece que foi feito por esse vereador… Não procede essa informação que nós estejamos fora dos trâmites da lei, pelo contrário é legal, constitucional”, repetiu de peito aberto Marcondes Francisco.

O vereador esqueceu um outra palavra que deve vir anexa a qualquer ato político-administrativo: é moral?, há antes de sair do tema: é moral que numa crise como o município vive um único trabalhador ganhar um salário que pagaria 40 pais de família? Como bel lembrou Galinho, referindo-se ao Luiz Humberto, genro do prefeito e administrador do BTN?

Parece que para esses vereadores está tudo dentro da ordem. Não obstante, Marconi Daniel (PHS) com sua sabujice costumeira, disse que Mário deveria ficar apenas com um salário mínimo e abrir mão de sua assessoria:

“Fica aqui com essa hipocrisia, o subsídio dos vereadores como o do prefeito não foi feito por debaixo dos panos, pelo contrário, foi votado numa sessão … Devolva a assessoria e fique com um salário mínimo, fica aqui com blá blá blá” despejou o Daniel.

Questionamento na Justiça

À época do aumento do salário nababesco do prefeito, o Ministério Público do Estado entrou com uma liminar e conseguiu derrubar. Luiz recorreu e  reverteu a decisão, embolsando posteriormente pelo meses em que a questão tramitava na 2ª instância, mais de 116 mil reais [ o acumulado de seis meses].

Ainda bem que os vereadores trabalham observando só as necessidades da população, porque já pensou se fosse o contrário?

 

Ouçam Marcondes Francisco: 

Um comentário

  • Não vi ninguém “defendendo ferozmente ” o salário do prefeito. Vi vereadores declarando que ele é legal. PS: Só a título de informação: 1) “É moral?” não é um verbo. É uma oração ou expressão que contém um verbo; 2) O verbo “visar”, significando “objetivar, ter em vista”, é transitivo indireto, portanto, “visando ao bem da população “.

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