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Paulo Afonso-BA, 21 de maio de 2022

Ghiarone responde às provocações de Marconi Daniel: “Ele poderia fazer uma análise do que ocorreu no passado”

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PAULO AFONSO – Duas coisas chamam atenção no Poder Legislativo: o grau cada vez mais grave das denúncias feitas pelo vereador Marconi Daniel (Podemos) ao secretário de saúde, Ghiarone Garibaldi, e a inépcia com a qual a base governista reage a elas.

Num dado momento, tem-se a impressão de que, quando o vereador aponta os problemas e supostos esquemas dentro da pasta, se refira apenas ao gestor da saúde, como se ele não tocasse necessariamente no governo, como se não fosse parte dele.

O Painel já destacou inúmeras matérias sobre o assunto e de fato, sem que haja defesa do secretário no âmbito político, há a necessidade de ouvi-lo e assim o fiz. Em quase um hora de conversa, Ghiarone respondeu todas questões e denúncias levantadas pelo vereador entre outros assuntos que iremos tratar em seguida, por ora, devemos nos ater às questões levantadas na Câmara, inclusive e principalmente à formação de um suposto cartel.

De denúncias grandiosas como um suposto cartel na saúde que tudo leva a crer, beneficiaria vereadores, à minudências como a falta de leite para fazer o “gagau” no Hospital Municipal, ficando aqui nas palavras de Marconi Daniel, ele já dissera de tudo contra Ghiarone.

O vereador diz que são mais de 14 cadeiras de consultórios odontológicos quebrados nos postos de saúde e que faltam remédios básicos no município, sob a gestão do senhor. 

Em relação à manutenção dos equipamentos de odontologia confere. Eu entrei e vou passar uma régua no passado, mas o problema vem de muito tempo. O serviço público precisa de licitação – e estas podem sofrer contestações e isso atrasa, demora a contratação de uma determinada empresa para a manutenção. Os aparelhos de odontologia estavam com problemas mais graves do que estão hoje. Quando eu assumi defini uma equipe de manutenção e infraestrutura que foi a todos os PSFs, onde havia necessidade de manutenção foi feito. Agora o que é que ocorre, você conserta hoje e amanhã quebra de novo, a equipe precisa voltar para consertar e já está fazendo outro tipo de conserto, certo. Com relação às cadeiras foi isso. Em relação à falta de remédio não é verdade. O problema reside nos automóveis que contratamos, houve a licitação e estamos contratando esses carros a partir de agora, é uma correria muito grande para alimentar os postos. Quando o remédio acaba pode ter certeza que chega no outro dia, mas se o cidadão vai lá e não ver, diz que acabou. Mas não falta remédio no município.

Marconi Daniel vem lhe criticando pelo fato de o senhor ter mudando o embarque dos passageiros que fazem tratamento em Salvador, dizendo que gera desconforto para eles, que continuam no sol [ou chuva].

É um absurdo. Seja em frente à prefeitura e/ou ao Luiz Eduardo [ginásio de esportes], o paciente era mal acomodado. Nós aqui fizemos uma reforma e uma sala de acolhimento, você viu que está toda climatizada. Trouxemos para cá para ficarem num ambiente melhor. Havia também um outro problema, pacientes passavam mal. Aqui não precisa mais isso, aqui temos um posto médico do HMPA, inclusive salvamos três vidas aqui porque o que valeu foi o primeiro atendimento. Então acolhemos e enviamos os pacientes do TFD daqui e na minha opinião é satisfatório e uma solução que era esperada há muito tempo. Inclusive cabe destacar que uma das pessoas que eu preciso dar o credito a ele, é um dos vereadores que sempre falou isso, então eu não entendo por que hoje é contra? Há também outra questão: hoje fazemos um check-in, organizamos, então àquelas pessoas que se aproveitavam de confusão querendo embarcar com um paciente, hoje sabemos direitinho quem precisa embarcar com o paciente. Por isso o ruído, por isso as conversas. Mas o cidadão que precisa está bem acolhido.

Há também críticas com relação à contratação de pessoas para sua equipe, inclusive da mesma família, por que o senhor as contratou?

Fiz por necessidade. Eu chego a um lugar desconhecido, as pessoas são desconhecidas para você, daqui que você separe o joio do trigo, às vezes pode tomar muita pancada, então você precisa de uma equipe de segurança, qualquer gestor faz isso. Quando falam da família: uma delas é funcionária do HMPA há quinze anos. A outra já estava lá, então são duas pessoas que, um organizou o estoque com os farmacêuticos, uma pessoa laboriosa, de luta, certo?, e a outra eu sempre vi a com responsabilidade, entrava às 7h e só saia quando já era noite, quando ia também o último paciente, às vezes 20h da noite, alguém de referência, e isso que fizerem com eles, o que falaram, o que disseram foi uma injustiça ímpar, o mesmo eu digo da moça da família que entrou que faz a comunicação aqui com a gente.

Temos outro problema: tínhamos a expectativa de que o senhor por ter sido crítico de privilégios de vereadores dentro da Secretaria, que isto não ocorresse mais na sua gestão, contudo, Marconi assegura que há sim vereadores saindo daqui com malotes de exames, inclusive reafirmou ontem [na sessão desta segunda, 02].

Ora, aí eu vou ter que voltar ao passado. E com todo o respeito que eu tenho ao vereador  – que não tem o mesmo por mim, isso é um problema dele, mas com respeito à figura pública de um parlamentar. Mas se você voltar ao passado havia procedimentos que eu mesmo anotei, hoje isso aqui eu garanto que não tem. Nós temos um represamento de mais de 300 ecocardiogramas porque a demanda aumentou muito e por coincidência em setembro. Desde que eu entrei então eu estou concentrado em resolver o problema de represamento que é desde antigamente. Então ele poderia fazer uma análise do que ocorreu no passado, porque no presente isso não ocorre. Agora se há uma situação de urgência, senta e conta sua história, se for por meio de um vereador nessas circunstância eu despacho, mas ao lado, não se trata de desrespeitar uma fila, mas de uma urgência.

Ghiarone disse que se irrita profundamente com o nível do debate e que esperava que fossem discutidas questões estruturantes da saúde.

Afirmou ainda que as questões que envolvem a transferência do Nair Alves de Souza o impediu de ir à Câmara “Fui chamado pelo Ministério da Saúde com urgência.”

Ainda segundo o secretário, não há nenhuma auditoria pedida por ele para investigar sua pasta. “O que foi feito eu já entreguei, ano passado aos ministérios público do Estado e Federal, se eu for me ater a isso não trabalho, que a Justiça dê a resposta.”

 

2 comentários

  • A questão ética no caso desse secretário fala muito mais alto que sua capacidade de gestão. Em resposta à pergunta da repórter sobre ele ter colocado famílias em sua secretaria , ele foge da pergunta de forma sutil, e fala da “capacidade de trabalho ” das pessoas que ele trouxe do HMPA. Não era essa a resposta q a sociedade queria ouvir. Trazer as duas funcionárias para trabalhar é uma coisa. Empregar suas famílias é outra. Fica claro que não é somente as “qualidades” das duas funcionárias. Enfim, qualquer um entende q está rolando algo a mais nessa história. Isso é imoral. Chega a ser depravado. Espero q tomem providências, pois dinheiro público não pode ser investido em atos pessoais e imorais!

  • Acredito na política séria e sem demagogia,hoje o que vimos entristece as pessoas que são formadoras de opinião.chega a ser imoral tamanha preocupação do vereador o de seu maior curral foi dentro da saúde.Infelli traz projetos e proposta decentes ,para de achar que o povoe besta.

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