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Paulo Afonso-BA, 25 de maio de 2022

Parlamento sepultou a tal comissão para investigar contratos da prefeitura; o assunto virou pó

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cappo

Em novembro do ano passado, o vereador Jean Roubert (PTB), me concedeu entrevista, veiculada no portal PA4, afirmando que [A Câmara se posiciona como manda a Constituição e isto gera uma quebra de paradigma na conduta. O que antes não acontecia, como você citou ‘apenas uma extensão da prefeitura’, que não se posicionava naquilo que lhe é competência como fiscal], Jean acabara de reprovar, unido a mais nove vereadores, as contas do ex-prefeito Anilton Bastos (Podemos) referentes a 2016, último ano de sua gestão.

Durante a costura para derrubar as contas de Anilton, Jean tinha seu nome, mais especificamente de sua esposa, com estridência na rádio Bahia Nordeste, em que era insinuado a suspeita de laranjas nos contratos assinados com a prefeitura. A rádio divulgou documentos em que a prefeitura pedia uma auditoria em alguns desses contratos.

Em defesa da legalidade dos negócios da família, Jean se pronunciou no Parlamento e disse que seria criada na Câmara, uma comissão para investigar todos os contratos envolvendo a prefeitura. E mais: ele ainda revelou que outros parlamentares tinham familiares com empresas que ganharam licitações na prefeitura e que estas também seriam investigadas.

Na ocasião, Marconi Daniel (PHS), reagiu ferozmente [“O senhor (referindo-se a Jean) o senhor viu tantos erros e não teve coragem de denunciar e agora que saiu uma suposta denuncia, o senhor quer jogar tudo no ventilador?, eu exijo respeito vereador, a empresa de seu Sebastião e a empresa de dona Cícera existem há mais de 30 anos, prestam serviço à Chesf,  à Coelba e à prefeitura e nunca vereador, nenhum desses serviços foi deixado de ser atendidos], essa notícia fora veiculada no site Manoel Alves.

O vereador Leco (PHS), também foi citado, mas teve uma postura menos agressiva com Jean, dizendo que não temia quaisquer investigações.

O fato é que o tempo passou, e se é verdade que o interesse público é o motor do Legislativo, por que o assunto foi enterrado?

Por exemplo: esta semana o vereador Mário Galinho (SD), provocou o secretário Jânio Soares para que ele informe os critérios dos gastos com o carnaval de Paulo Afonso. Não houve sequer uma nota de esclarecimento. Se existisse a tal comissão, teríamos já um instrumento legal para conseguir tais informações e tempo hábil.

Sejamos claros: não há interesse público no Parlamento. Há na verdade, o interesse privado. Quando um vereador é vítima de investidas de um grupo, se defende apontando o dedo para outros. Houvesse qualquer senso de coletividade, o assunto estaria vivo, pois motivos não faltam.

 

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