PAULO AFONSO- Se achando o rei da cocada preta, o prefeito Galinho (PSD), mandou um monte de gente para a delegacia -esta escriba inaugurou a fila-, e, lançando mão de um grande alicate de pressão, foi detonar um cadeado que fazia a segurança de um terreno doado em regime de comodato à dona Cícera Melo, mãe de Marconi Daniel(PT).

Antes de prosseguir, explico que, a doação fora renovada pelo ex-prefeito Luiz de Deus, portanto, está na mais perfeita ordem legal. Mais uma explicação importante: apesar de outros terrenos estarem na mesma situação, apenas o dito-cujo sob garantia dos familiares de Daniel sofreu a violação.
No dia, setores da imprensa que rastejam, disseram que a ação tinha como objetivo fomentar o setor industrial, e que, por isso mesmo, era bem-feito que o prefeito “tomasse para si o terreno”, ainda que a ação, claramente, indicasse perseguição política. A nossa imprensa é de um valor humano e social que impressionaria Madre Tereza de Calcutá.
A tomada do terreno dos familiares de Daniel, veio na esteira de outras ações igualmente traumáticas. Entrou para a história da política sem miolo -implementada naquele início de mandato-, àquela senhora que reclamava a banda do bode que desapareceu após outra retomada de posse de terrenos da Fazenda Chesf, bem como a perna da besta que foi brutalmente ferida etc. etc.
Alegava-se que, chegaria para nós a nova era, o tempo da industrialização. Passados mais de 8 meses, não se fabrica ali sequer um palito de picolé. Zero, absolutamente nada.
Voltando ao terreno de posse de dona Cícera, eis que Marconi Daniel apelou à Justiça, e, na decisão, o Poder Judiciário apontou a ausência de notificação válida à empresa, o que comprometeu o direito ao contraditório e à ampla defesa. Também foi reconhecido que a retomada do imóvel ocorreu antes do prazo anteriormente concedido pelo próprio Município.
Em outras palavras, toda maldade fora desfeita. Ficou horrível aos olhos do povo, ver o prefeito agindo dessa forma, enquanto o município pena por falta de ações concretas especialmente na Saúde.
Uma perda de tempo que só fez mal à família de Daniel e para quê?
A decisão de Pondé (Juiz, Daniel Pereira Pondé, da 1ª Vara da Fazenda Pública), técnica e feliz, teve efeito no peito dos injustiçados.
Está lavado.
O advogado da causa foi Alexandre Amâncio dos Santos.