PAULO AFONSO– O cancioneiro popular é rico em matéria de traição, para este enunciado, cai bem o bolero “Ninguém é de ninguém/ na vida tudo passa/ninguém é de ninguém/ até quem nos abraça…”
O prefeito Galinho (PSD), sabe que abraça muitas traíras que, mal esfriou a urna, deixaram Marcondes chorando sem um ombro amigo, minto, Jailson (Progressistas) lhe deu um lenço para enxugar um rio de prantos.
Quantos aos demais, ficaram à espera de um galho na grande floresta que se forjava sob a gestão do mais novo bambambã. Pois bem, eis que agora, antes mesmo de o Galo virar a curva do segundo ano de gestão, o pessoal já quer dar aquele tchau:
-Tá todo mundo só esperando Lulinha dá um sinal pra cair fora!
Me diz a fonte sem tomar fôlego, à queima roupa.
-É cedo.
Pondero.
-É batata! Teve um que já me disse: “Vou no outro dia.”’
O diabo e que Lulinha não acordou ainda para a vida. Não se está mais naquele tempo em que os Deus saiam aos 48 do segundo tempo para resolver a parada. Assim que for liquidada esta eleição começará a outra, e o homem nesse vai não vai!
Todos nós olhamos para Paulo de Deus no último sábado lembrando os tempos áureos de ter um Prefeito na cidade. Comenta-se que, caso Lulinha empaque, restaria o tio.
Os mais cautelosos entendem que Lulinha reúne as chances mais evidentes de sucesso. Ou um ou outro, o fato inequívoco é que só um deles tem chance de derrotar Galinho.
A infantilidade da oposição
A prefeitura reelege qualquer um, ruim que seja. Aqui e ali ouve-se que Galinho não termina o mandato. Ora, ora, tenham a santa paciência!
Marcondes passou dois anos embaixo de uma algaroba e teve inacreditáveis 20 mil votos, perdendo todo mundo e abraçado a um único vereador, imagine se ele faz uma campanha mais equilibrada, não teria dado para o Galo.
O fato é que hoje Galinho e imbatível. Só perderá a reeleição se a oposição for para o sacrifício, e a cruz já está reservada, como nome e sobrenome.