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Paulo Afonso-BA, 6 de março de 2026

Com oposição na terra de murici, governo prepara tropa de choque para abertura dos trabalhos no Legislativo

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PAULO AFONSO- Tem marmelada? Tem sim senhor!

Como o prefeito Galinho (PSD) não é burro, não vai sambar no miudinho e se arriscar a ser crivado de vaiais vindas da tropa das rescisões as quais ele ainda não quitou. Paga um aqui e outro acolá. E quem já recebeu, todavia, questiona os valores.

Eis que para não ficar feio nos vídeos que circularão instantaneamente nas redes sociais, o governo disporá na próxima segunda (23/fev), Câmara Municipal, me diz um interlocutor do governo, de nada menos que 200 pessoas. Eu quero dizer: funcionários.

Após a sessão, se o prefeito quiser, pode demiti-las. O que elas fazem na prefeitura não tem qualquer serventia. Se podem deixar suas obrigações para fazer cortina de fumaça no Legislativo e a prefeitura segue funcionando normalmente, significa que estão de sobra para o erário, que, então, deve ter outras prioridades.

“Quem grita é canalha!”, disse o presidente da Câmara, Zé de Abel (PSD), referindo-se aos “canalhas” que, segundo a sua lógica, apoiam a oposição. Se o grito vier de gente governista, como diz Bezerra da Silva, “até muda de voz”.

A terra de murici

A última sessão deixou evidente que há arestas a serem aparadas no grupo. A tensão era tangível entre vereadores que lutam por protagonismo a um ponto de forçar o erro de uma colega. A abstenção de Márcia Goretti (Mobiliza), destoando da bancada que votou contrária à LOA (Lei de Orçamento Anual) é cristalino sobre isso, houve excesso de falas inúteis e erro grotesco de comunicação.

“Essas falas eram para marcar terreno, chovendo no molhado”, comentou a esta jornalista outro vereador do grupo.

Para a mesma sessão, de acordo com uma fonte ouvida pelo Painel, havia uma combinação entre a bancada para enfrentar as vaias, e, apenas Rubinho (Mobiliza) entrou pela porta da frente, conforme o combinado. Ou seja, não há alinhamento mínimo nem para as sessões, quiçá uma campanha.

Vaidades existem em todos os lados da política, convém ter senso do ridículo e de realidade. Quando se luta do lado cuja tropa é menor, urge que sejam os mais inteligentes e corajosos.

 

Foto, Folha Sertaneja. 

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