PAULO AFONSO- A gestão do prefeito Mário Galinho (PSD), vista por dentro, se assemelha a uma grande dor intestinal, após uma ingestão de comida suspeita.
Contudo, a pouco mais de dois anos da próxima eleição municipal, o prefeito tem uma única certeza: não há ninguém no horizonte político capaz de engolfar o seu segundo mandato.
A oposição, da direita à esquerda, mesmo experimentando certo crescimento e destaque, não consegue catalisar em torno de um nome toda insatisfação que observava nas ruas, assim que a lenda de um tal governo de “reconstrução” desmoronou.
Nota à margem: a próxima eleição tem características bem particulares. Numa consulta rápida, dificilmente o eleitor vai lembrar em qual deputado estadual ou senador votou. Com votos sem tanto compromisso, a oposição avançará sobre o governo.
Muito diferente é uma eleição para prefeito. E não há qualquer chance de haver unidade na oposição. Serão inúmeras candidaturas tentando vencer um prefeito ruim, a bem da verdade, mas extremamente poderoso, cercado por lideranças famintas. Galinho é, para todos os efeitos, imbatível.
A única forma de vencê-lo, é torná-lo inelegível.
Apesar de andar cambaleando e apoiado em políticos de desempenho medíocre, como se vê no Legislativo, Galinho já entendeu que avança para outro gol de placa numa trave sem goleiro.
Foto: arquivo/Painel.