PAULO AFONSO– Os jovens da geração toddynho que hoje ocupam o poder, inflaram de tal sorte o ego do prefeito Galinho (PSD), que, ao assumir o governo, foram deferidos vários chutes no traseiro de vereadores como se eles não valessem nada. Ou por outra: para que serve mesmo vereador, diante da nossa genialidade?
Eis que, abandonados pelo prefeito, rejeitados e humilhados, gente como Márcia Goretti (Mobiliza), e Marquinhos de Zezinho (Progressistas), ficaram à procura de abrigo. Quando o então chefe de comunicação da prefeitura, Clebson Moreno, se despediu do governo, Márcia declarou-se oposição.
Paralelo a isto, Rubinho do Kênio (Mobiliza), nunca teve relação boa com a gestão, sempre visto de beira de olho. A coisa começava a se complicar, então Galinho trouxe mais dois da oposição: Valmir Rocha (PCdoB) e Deivide (Avante), configurando a maioria necessária.
Porém, quando se trata de política, dois mais dois é igual a cinco. Havia um vereador, e me perdoe a sinceridade, equivalente à bancada toda, sem o qual Galinho sequer teria se aproximado do governador Jerônimo: Jean Roubert (PSD).
Os Otto delegaram a ele à escolha do candidato a prefeito. Não foi a Zé do Peixe ou à Maria da Banana. Galinho que vinha de apoio apaixonado a ACM Neto (União), só conseguiu interlocução àquela altura com a Serin, justamente porque os Otto de Jean, abriram a porta.
Nota à margem: antes, Galinho tentou tirar Jean da jogada indo numa agenda unilateral com o senador, entretanto, deu com os burros n’ água. Jean estava em férias com a esposa, e foi devidamente avisado. A mensagem pode ser traduzida assim: eu, Otto Alencar, sou um homem. E homem só tem uma palavra.
Sigamos…
Jean sempre foi desprezado pelo prefeito. As razões Freud explica. Como Galinho não é conhecido pela perspicácia, eis que agora, sem ele, se viu em maus lençois e pôs-se a se humilhar, através de interlocutores, atrás dos desprezados.
A ideia é fabricar um judas.
Se tiver um vereador com essa coragem na oposição, não se tratara apenas de lado político, mas do abandono de 1,5 mil demitidos sem rescisão e de uma população inteira delegada à própria sorte, que sofre sem a devida assistência de saúde, em detrimento das festinhas juvenis.
Nos próximos dias veremos se o Sábado de Aleluia foi antecipado.
Foto: Folha Sertaneja