PAULO AFONSO– Em pouco mais de uma hora de conversa com a especialista em dermatologia Isnaia Almeida, nesta segunda (21/jul), no programa Revista 93,5, da RBN, sobre os mais diversos cuidados que devemos ter com a pele, restou evidente a necessidade de que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça mais acesso a estes profissionais.
Para medir a importância: 60% dos casos de câncer na população são de pele. Doutora Isnaia tem 15 anos de experiência e opera casos de câncer de pele sistematicamente há mais de 10 anos.

“A gente opera mais de 10 casos de câncer de pele todas as quartas-feiras sem exceção”, diz a médica, acrescentando em seguida que, “São cânceres divididos em: uns mais agressivos e outros não melanomas – que a gente costuma dizer que nasceu de um carocinho no nariz, ou daquela feridinha que você tem no braço e que não cicatriza- aquela casquinha ou aquela verruguinha, às vezes pode corresponder a um desses cânceres de pele não melanomas cujo principal fator de risco é a radiação solar.”

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Ainda sobre os cuidados com a saúde, Isnaia que é professora do Curso de Medicina da Univasf, explicou que a pele é uma espécie de “fofoqueira do corpo” e que tem a capacidade de denunciar o que não vai bem no organismo. “Um profissional atento consegue identificar por meio de sinais da pele doenças graves como hipertireoidismo, lúpus e anemia”, exemplificou.
Sobre o trabalho na Univasf, Isnaia pontuou que é o seu ponto de convergência. “Quando a gente faz exatamente o que nasceu para fazer. Onde você tem habilidade, talento para estar. Eu amo ensinar porque é um braço com o qual eu consigo ajudar a sociedade, agora eu tenho uma aluna que ganhou uma bolsa e nós estamos fazendo um projeto lindo nos Vicentinos [Casa de Repouso] levando saúde da pele por seis meses para os idosos: corte de cabelos, fisioterapia, desenho em sabonetinhos – para atividades lúdicas – e a minha parte com exames e cuidados na hidratação da pele.”
No final do ano passado, Isnaia participou de campanha na aldeia Kariri-Xocó, na ocasião do “Dezembro Laranja” e distribuiu presentes para crianças além de cuidados. “Universidade tem que transformar o lugar no qual ela está inserida.”
