PAULO AFONSO- A caminhada deste sábado (05/out), a menos de 24 horas da eleição, do candidato a prefeito Mário Galinho (PSD), e todas as suas lideranças, partindo do antigo centro comercial – Feira Grande/Perpétuo Socorro- em direção à Rua da Frente e adjacências – não foi aleatória.

De acordo com a coordenação de campanha, a saída pelo comércio sob sol escaldante era necessária como um apoio simbólico ao maior empregador do município e, sem dúvidas, à classe que mais sofreu no pós-pandemia.
Convém lembrar que a região de partida da caminhada, já havia apostado em Galinho há quatro anos, nos colégios eleitorais nos quais ele deu surra em Luiz de Deus, contudo, a realidade quatro anos depois é ainda mais acachapante. Por onde passou o conglomerado de paredões colado à militância recebeu apoio.
Quer seja dos trabalhadores da economia de baixa renda, autônomos ou de grandes empresas, o acolhimento foi retumbante. O comércio emprega hoje 13 mil trabalhadores apesar de toda crise e da falta de perspectivas.
Mais: ao perceber o entusiasmo da militância a cada curva mais encorpada, eufórica e dançante, o DJ tocou músicas carnavalescas e já não era mais só um ato de campanha. Foi uma festa à brasileira antecipada pela incontornável vitória.
Em alguns momentos não parecia mais Paulo Afonso. Não é comum ao munícipe ser tão flagrante antes de as urnas decretarem uma sentença. Porém, sentindo-se livre como, frise-se: ainda não tínhamos testemunhado em tantos anos de campanha, o povo se deixou levar.
Para ver a banda de Galinho passar cantando coisas de amor, o gari, o mototaxista, o vendedor de umbu, de rede, de panela, de carne, de perfume, a lojista, o gerente, o guardador de carros, o vendedor de picolé, a cabeleireira, todos numa só certeza: faltam poucas horas!
“Vai dá o Galo caralho!”, gritou um mototaxista em êxtase, quando passou por esta jornalista que, pela primeira vez em 12 anos de profissão, não reconheci meu povo e chorei como uma criança que perde ou ganha algo extraordinário: o sonho.
Concluo ainda em primeira pessoa: nunca na história de Paulo Afonso o povo experimentou tamanha liberdade, sem medo, sem perseguição. E eu os milhares andantes no sol de rachar não temos mais como retroceder um passo. O futuro chegou e ele terá em sua proa um jovem de 39 anos, cheio de vida e de coragem para mudar o rumo deste que já foi um dos maiores municípios do país e voltará à ribalta.