PAULO AFONSO– Na sabatina com prefeituráveis da última quinta (26/09), o podcast da Rádio Delmiro FM, recebeu o candidato Mário Galinho (PSD), com o mesmo esquema de perguntas aplicado aos antecessores, e, no tocante ao transporte público, Tiago Santos quis saber se, num possível governo de Galinho, haverá novas licitações.
O candidato foi cuidadoso com tema. Em primeiro lugar, segundo avaliação dele, a questão da qualidade do serviço passa antes pela prefeitura, além disso, o deslocamento urbano impõe hoje novas ações para o poder público:
“Hoje o transporte coletivo quando funciona é meramente para levar e trazer o trabalhador ao comércio. A partir do momento em que a gente vai ofertar várias linhas de cobertura, também para que o cidadão acesse outros locais, como visitação e comércio, vamos promover aquecimento para a economia”, iniciou Galinho.
Segundo ele explicou, será necessário além de reestruturar as rotas antigas, criar novos caminhos: “A gente vai sim, junto com a empresa (Atlântico) criar novas alternativas, tendo em vista que a mobilidade urbana mudou muito com a entrada do mototaxista, do tuk-tuk, do Uber e dos transportes alternativos.”
É preciso estar em comunhão com todos eles, acrescenta Galinho: “Todos são trabalhadores, mas temos que garantir direitos: pessoas acima de 65 anos, estudantes etc., porque a nossa gestão tem como lema ‘cuidar de pessoas’.
Quando questionado se lançará nova licitação, o candidato, primeiro, explicou os termos do contrato vigente: “Antes temos que entender o contrato. Existe uma ferramenta jurídica que permite hoje que a empresa explore o contrato ainda mais 7 anos. Então é necessário ver tudo com o nosso jurídico; agora, abrindo novas rotas, se a empresa não tiver interesse teremos que abrir novas licitações.”
Galinho ponderou, no entanto, que pesquisou sobre o histórico da empresa de transporte em outras localidades e não são ruins as referências: “O problema está na irresponsabilidade da gestão para com os seus contratados, uma vez que ela não fiscaliza e não honra com seus compromissos. A empresa é de renome em toda Bahia – não tenho procuração para defender empresa- mas ela não quer prestar um desserviço, tenho avaliação técnica. Mas há boas empresas que querem prestar o serviço em Paulo Afonso, porém, tudo será avaliado dentro da legalidade.”