PAULO AFONSO– A coligação “Paulo Afonso Reconstruída e Feliz”, atirou no pé do candidato a prefeito Mário Galinho (PSD), naquilo que podemos classificar de “acidente doméstico” quando, num ato de burrice extrema, tentou tirar da frente do palco da Copa Vela, os vendedores de capeta, conhecidos “Capeteiros”.
A questão andou pela Câmara na outra semana, com os ambulantes preocupados em perder esta que será, em muitos anos, a maior oportunidade de vendas para eles. Contudo, às portas das urnas, cumpre saber: quem foi o gênio da raça ligado a campanha de Galinho que não viu a arapuca que é esse tipo de ação, que atinge frontalmente a classe mais frágil da economia?
Digo: a vantagem. A triste vantagem que fascina e faz, quem ainda tem um pouco de juízo perdê-lo, sem medir as consequências. Obviamente que a Justiça disse “não” à empreitada.
De acordo com o juiz eleitoral Reginaldo Cavalcanti a questão foge à sua alçada, por não se tratar de propaganda eleitoral e mais: “nenhuma razão assistiria ao requerente capaz de assegurar interferência na estrutura do evento para possibilitar o pleno funcionamento do comitê eleitoral e a continuidade das atividades políticas previamente agendadas, especificamente para realização dos eventos (AÇÃO COPA-VELA) programados para os dias 05, 06, 07 e 08.09.2024.”
Dito de outra forma: “os capeteiros” vão vender sua bebidinha infernal, durante a semana da Copa Vela, na Apolônio Sales, como fazem desde que a festa existe, e fazer seu lucrinho sem aporrinhação.
A prefeitura comemorou como um gol em final de campeonato, afinal, qual foi a mensagem sublinhada da ação?
Com a palavra, os gênios da campanha.