PAULO AFONSO- Parte da imprensa local que está servindo como extensão de comitê, se faz que não ver, mas a realidade é sempre desafiadora. O prefeito Marcondes Francisco (Progressistas), com aparente dificuldade para que sua campanha tome as ruas achou um atalho – e constitucional – para impulsinar seu nome e se agigantar nos últimos dias fazendo frente ao antagonista Mário Galinho (PSD), e, é preciso convir, deu certo.

Eleito sob o auspício de Pedro Macário (PSDB), para presidir a Câmara, a falta de preparo de Zé de Abel (PSD) se escalonou de tal sorte, que, hoje, na posse do prefeito, era comum perguntar o preço da banana, tamanha foi a algazarra no Parlamento.
Zé de Abel estava perdido como cego em tiroteio e, pelo sim e pelo não, cortou a fala dos vereadores, espalhando contrariedade em ambas as bancadas. “Nós poderíamos ter tido uma reunião com os líderes para decidirmos sobre poder falar ou não, porque eu tenho muitas coisas para reivindicar ao prefeito”, ponderou Evinha (Solidariedade).
O líder da bancada de situação, Leco (Progressistas), e seu companheiro Jailson (Progressistas) estavam em estado de cólera. “Foi um ato antidemocrático, eu tenho o direito de falar numa sessão extraordinária, o presidente não pode simplesmente chegar e cortar o microfone, isso é um absurdo!”
Jailson estava mercurial e bateu na mesa: “Não vai ficar assim, segunda eu vou para cima!”, o fato é que, refletindo o que vem nas ruas, a campanha já atrapalha e muito o rito do Legislativo, uma vez que o presidente não consegue separar alho de bugalhos.
Marcondes que surfa no caos aproveitou o momento cercado de apoios que ultrapassa e muito os muros da prefeitura e fez, já prefeito, a seguinte declaração ao Painel:
“A minha cabeça está tranquila, estamos seguros, estamos preparados, e ao longo desses anos Deus tem nos preparado e nós vamos para cima, iremos fazer com o que essas problemáticas tenham solução, eu sei o quanto o povo espera de nós e eu acredito que estamos no caminho certo, nós vamos resolver sim.”