PAULO AFONSO- Ainda esta semana eu escrevi que, de uma tacada, se vê duas frentes de renovação impulsionadas pelo desejo de mudança na população: a do pré-candidato a prefeito Mário Galinho (PSD), líder de uma nova era, e, com ele, a população estaria inclinada a se livrar se políticos que hoje não representam mais seus anseios também no Legislativo.
Eis que preciso ceder espaço à contradita e, ela veio logo de duas moças, pré-candidatas a vereadoras que, segundo enxergam o processo eleitoral em curso, pode haver tudo, menos essas quebras de paradigmas vistas por mim. As meninas ainda acrescentaram dificuldades extras que só percebem agora, com a pré-campanha iniciada.
De acordo com Jaciede Rodrigues, pré-candidata a vereadora pelo Solidariedade, o sonho de alcançar uma cadeira no Legislativo e oxigená-lo esbarra desde logo, no que ela classifica de “elitismo político”.
“Eu até consigo equilibrar, faço muito coisa. Mas pré-candidato não é profissão, precisamos desmistificar essa cultura. São muitas as nossas limitações, entendo que estamos muito atrás, não temos dinheiro, não temos equipes, a corrida é muito desleal”, relatou Jaci.
Ela faz parte do time que está sobrecarregado e que recebe muitas cobranças: “A gente é chamado para fazer essa política antiga [oba-oba, aparições e puxa-saquismo] com a qual a população, infelizmente, está acostumada e não vemos, primeiro, função nesse tipo de coisa e, depois, não temos tempo porque precisamos trabalhar”, acrescentou.
Para a pré-candidata Patrícia Santos (PSDB), ainda tem a questão da compra de votos como barreira fundamental da transformação:
“À medida que nos aproximamos das eleições, os holofotes se voltam para o cenário político, onde aspirantes a cargos públicos lutam por votos e apoio popular. No entanto, por trás da fachada de campanhas eleitorais vibrantes e promessas de mudança, esconde-se uma prática clandestina que ameaça minar os fundamentos da democracia: a compra de votos. Para muitos candidatos, a tentação de garantir vantagem competitiva por meio de suborno é uma realidade inquietante. Em Paulo Afonso esse tipo de crime fica notório em alguns eventos. Candidatos se aproveitam da situação financeira e da influência de familiares para ludibriam e comprar votos de eleitores que buscam favores pessoais. Infelizmente, candidatos que buscam trilhar o caminho conforme a Lei, saem prejudicados.”
Foto: redes sociais.