PAULO AFONSO – Afinal de contas, onde foi parar toda aquela discurseira do prefeito Luiz de Deus (PSD), que colocava Marcondes Francisco (PSD), como a mais fina flor da fidelidade, a partir da qual, dali para a frente, continuaria a gestão de ambos?
Basta comparar a Flávio Henrique (Podemos) para concluir ligeiro, que, como vice-prefeito, Flavinho foi bem melhor aproveitado. Além de ter sido indicado o gestor do Meio Ambiente, ficou interinamente por 4 meses à frente da prefeitura.
Nesse ínterim, promoveu a Feira do Empreendedor e disse que construiria a UTI no Hospital Municipal.
Parte da divergência que marcaria a vida do ex-vice-prefeito e do atual prefeito, veio dessas iniciativas.
Mas só isto, que, aliás, mostrou o tempo, foram ideias profícuas, não justificaria o mal proveito de Francisco.
A coisa é mais séria e não ver quem se faz de idiota.
Delegar poder a Francisco agora, é, ao mesmo tempo, dar um rumo mais adequado à gestão, porque precisa de um prefeito [ou alguém que o valha] acompanhando o momento crítico, especialmente na Saúde, e por outra, pavimentar seu caminho rumo à sucessão.
É disso que estamos falando.