PAULO AFONSO – Não existe relacionamento sequer em nível diplomático, por assim dizer, entre o prefeito Luiz de Deus (PSD) e o vice-prefeito Flávio Henrique (Podemos).
Por um tempo, tentou-se um disfarce de aparências enquanto permaneciam na gestão, os secretários Wilson Pereira, que chefiava a Infraestrutura, e Ana Clara, então secretária da Sedes. Após a saída deles, que entregaram seus respectivos cargos, ganhou revelo, pouco a pouco, a discórdia que rachou o grupo ao meio.
A coisa se agravou a tal ponto, de o vice-prefeito ter auxiliares próximos demitidos e também se recusar a aceitar os que lhe eram sugeridos. “No meu gabinete trabalham pessoas de minha confiança”, disse Flávio, a mim, reservadamente.
Eis que reside nesse antagonismo político o temor de parte dos apoiadores de Luiz de Deus de que venha a ser Flávio, legitimamente, diga-se, o condutor dos rumos da prefeitura na crise sanitária, que, naturalmente, tem rendimentos políticos irreversíveis, para o bem ou para o mal.
Para tanto, havemos de convir, todos queremos a recuperação plena do prefeito, mas não se pode ignorar a saída constitucional no caso de não haver as condições de Luiz de Deus ficar no controle.
Flávio Henrique
A conduta do vice-prefeito, até agora tem sido exemplar publicamente. Emissários do prefeito, contudo, asseguram que há gente para fazer o “trabalho sujo”, nas redes sociais.
A cautela
Segundo o Painel apurou, Luiz de Deus vai surpreender muita gente com seu bom estado de saúde.
Tudo será divulgado a fim de evitar mais especulação negativa.