PAULO AFONSO – O ex-prefeito Anilton Bastos (Podemos) não pediu explicitamente que o prefeito Luiz de Deus (PSD) passe o comando da prefeitura ao vice-prefeito Flávio Henrique (Podemos), seu articulador político, e de quebra a ele, porque a língua portuguesa oferece várias formas de se comunicar uma ideia.
Ao afirmar que “o prefeito pertence ao grupo de risco, mas Paulo Afonso precisa de uma voz de comando ativa para que possa direcionar todos os trabalhos referentes ao controle da pandemia e também o que fazer com o comércio local, os autônomos, tudo em fim é preciso que haja um comando na tomada de decisões”, diz em outras palavras: passe a prefeitura a Flávio Henrique.
Daí por que sua tropa nas redes sociais toca a campanha “onde está o prefeito?” e “Paulo Afonso tem vice-prefeito”.
Anilton criticou à exposição de dona Dilma, que testou positivo para o coronavírus. “Uma senhora exposta de forma desnecessária nas redes sociais.”
Anilton também encarna o discurso de que não houve transparência da prefeitura na investigação do caso, boato que tomou as redes sociais ontem, assim que foi anunciado que Paulo Afonso já tem o 1º caso positivo do Covid-19.
Como a própria paciente e a prefeitura sustentam uma única versão, em que afirmam que dona Dilma chegou aqui no domingo 19, estava em casa e depois de passar mal foi levada ao hospital municipal já pela equipe da Secretaria de Saúde, quando o ex-prefeito diz que “é preciso que a prefeitura faça um controle epidemiológico rigoroso sabendo de onde vem esse diagnóstico, de onde essa pessoa se deslocou, que meio de transporte que usou, onde mora e qual a sua comunidade etc”, diz nas entrelinhas que há sim pontos não esclarecidos e põe em cheque a versão oficial.