PAULO AFONSO – Mais cedo a equipe do Painel encontrou o secretário de Infraestrutura, Francisco Alves, verificando as vias na Vila Setenco. Ali já era o final da ronda que ele fez desde às 6 horas da manhã, acompanhado do subsecretário Guedes.
A chuva que incidiu no fim da noite desta sexta-feira 06, e continuou nas primeiras horas da madrugada, castigou dessa vez mais a região central, de acordo com Chico, “Foram quase quatro horas de chuva, contínua, em torno de 50 milimetros, então os alagamentos quem têm ocorrido sempre voltaram a ocorrer, porém numa proporção menor.”

“O entorno do motel funcionou tudo bem; o Siriema II que antes ficava alagado não alagou, agora o Siriema I, a gente tá iniciando aquela obra de calçamento e vamos começar as drenagens. O grande problema lá são aquelas residências construídas nos blocos de cima, depois que rompeu aquela murada da Infraero, á agua circula e as pessoas ficam ilhadas, então a gente vai fazer um pavimento ali elevado deixando a passagem de drenagem para que mesmo sob ocorrências de chuvas as pessoas não fiquem mais ilhadas”, comentou Chico sobre a situação do Siriema.

No BTN
“Temos informações de duas obstruções, na Mem de Sá e na Rua Planato”, disse Chico.
O secretário informou que as estradas que vinham sendo trabalhadas na área rural sofreram grandes estragos, “No povoado São José pela barragem do dique vai demorar muito, porque é a represa de outra barragem; na região da Lagoa Grande houve outra cheia, mas até agora não nos avisaram sobre interdições, a gente tinha acabado de passar máquinas no Juá, mas estragou tudo, vamos voltar.”
Circula um vídeo nas redes sociais de uma família que teve a casa invadida, o senhor tomou conhecimento?, alguma família ficou desabrigada?
Teve alagamentos, mas graças a Deus nenhuma família ficou desabrigada, a Sedes [secretaria sob o comando de Cíntia Rosena] deve fazer as visitas nessas residências que estão no vídeo. Nesses alegamentos tem perdas, então eles vão verificar quais perdas foram e o que se pode ser reparado.
A preocupação
“A gente fica com a preocupação de não ter pessoas ilhadas porque a água invade as casas, e quando as pessoas vão construir não querem saber se é beira de riacho, e quando a prefeitura vai para interditar uma obra desse tipo, recebe reclamação, que criamos problemas. Então um cuidado que a gente deve ter é em não permitir a construção em área de perigo.”
Chico disse ainda, para terminar sua avaliação, que se preocupa também com a elevatória da Travessa dos Prazeres
“Nós já fizemos o estudo de bacias, estamos com o proeto elaborado, falta licitar e fazer o entendimento com a Embasa. Inslusive a própria comunidade abriu a parede da elevatória com razão, porque quando o volume de água cresceu eles precisaram quebrar para dar a vazão da água. Então ali é o ponto mais crítico que nós temos hoje, essa obra precisa fazer essa obra com urgência se entendendo com a Embasa.”
Houve também obstruções no Jardim Bahia na passagem da pista da Av. Beira Rio, “Ali são manilhas, quando a água chega lá pode ir garranchos ou entulho, o que acaba obstruindo a vazão dessas manílhias, então temos um projeto para substituir essas manilhas por células cujo diâmetro é bem maior e não é interropido por qualquer entulho que vá junto” concluiu Chico, acrescentando que colocou um pessoal para trabalhar na Travessas dos Prazeres.
“Se acontecer qualquer coisa é só ligar que a gente vem.”