PAULO AFONSO- Se algum vereador conseguiu fazer um pezinho de meia, menos mal. Mas se achou que viveria no céu de brigadeiro do ano anterior, o tombo foi grande com a realidade da Casa, que perdeu 1,9 milhão [exatamente: 1 milhão, novecentos e vinte nove mil reais] no orçamento, porque o duodécimo sofreu decréscimo dada a perda de 32 milhões de reais na receita de ICMS da prefeitura.
“Caem outras rubricas mais a principal é o ICMS”, explicou o presidente Pedro Macário, ao Painel, dizendo que só ele teve perda de 8 mil reais, 4 mil em cada gabinete.
“Eu demiti seis pessoas. Ano passado foi ótimo, eu devolvi dinheiro, procurei fazer o que era necessário e devolvi. agora com essa perda de ICMS fui democrático, porque cumpre ao gestor comunicar, a lei me dá essa cobertura, mas eu achei por bem negociar com os colegas e levei três opções para que as demissões fossem em menor número possível”, pontou o presidente, acrescentando em seguida o remédio amargo:
“Ficou assim: renunciamos a um terço das férias, ao décimo terceiro salário e cortei diárias.”
Segundo o presidente, houve alguns questionamentos de parlamentares que não conhecem profundamente a lei, “Eu não via o que discutir, se alguém se dissesse ofendido eu simplesmente iria me retirar, então chegamos a esse acordo.”
“Daqui até as coisas melhorarem é no seco, sem diária”
“Eu libero o carro para quem quiser ir em Salvador, mas a volta a pessoa bote o combustível do seu bolso. Do contrário mais demissões. Vai ser um ano na pontinha do lápis.”
Macário foi taxativo: “Se eu não gerir com rigor, você sabe que quem responde sou eu né?, então ou eu vou devolver dinheiro do meu bolso, e ainda por cima ficar inelegível, então não há apelo.”
Em conversa reservada com alguns assessores, eles confessaram o receio de demissões, que a “coisa tá feia” e que tem vereador na Casa que não junta um centavo.
Os trabalhos no Legislativo começam na próxima 2ª feira 17.