PAULO AFONSO– “/ Há um adeus, em cada gesto/ em cada olhar/ e nós não temos é coragem de falar…/”
Pois é Dolores, aquilo que os políticos não têm coragem de falar, a imprensa diz sem meias-palavras.
Há pouco conversando com Dernival Oliveira ‘Val’, às vésperas de ele sair em definitivo do Partido Progressista [porque em espírito já o fez], ele me disse que ainda não havia conversado com o vice-governador João Leão (PP) e que portanto nada ainda tinha sido decidido.
Ocorre que Val e o PP já estão separados há muito tempo. Em primeiro lugar, consultar João Leão em vez de Mário Júnior, já é claramente o sintoma da falta de clima. Em segundo, recorrendo à decisão do deputado federal em se aliar a Anilton Bastos (Podemos), sem que Val fosse sequer citado, é o reforço.
“/Nós já tivemos/ a nossa fase de carinho apaixonado/ de fazer verso/ de viver sempre abraçados/ naquela base do só vou se você for…/”
Diga-se imediatamente que Val não vai sozinho. Com ele os três vereadores que, a bem da verdade, já são governo, devem lacrar a união.
E mais: no que dependesse de alguns parlamentares eles já tinham legitimado o casamento, foi gente do governo que pediu “calma”.
A conversa de Val com João Leão, entende-se tem relação com questões familiares. O que importa aqui é evidenciar que esse adeus não deixa e nem leva tristeza alguma.
“/ Mas de repente/ fomos ficando cada dia mais sozinhos/ embora juntos/ quada qual tem seu caminho/ e já não temos nem vontade de brigar/…”
Val sai deixando a sensação que já vai tarde. Para citar outro imortal da música brasileira.
Para quem não teve a felicidade de conhecer a obra de Dolores Duran, ouça-na na voz de Nana Caymmi
Foto: Facebook de Val