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Paulo Afonso-BA, 5 de março de 2026

Poder Legislativo: “Estão confundindo adesão com submissão”, afirma Celso Brito

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PAULO AFONSO – A Câmara Municipal vive dias de treva. Independente da presença, vez por outra, de clérigos no recinto. A Casa Legislativa está submetida a mais dura e implacável avacalhação.

O presidente do Poder Legislativo, o vereador Zé de Abel (PSD), sacudiu um “canalha” parcial contra cidadãos que, protestando da galeria, reivindicavam do prefeito Galo (PSD), às rescisões contratuais, após quase um ano de inação.

As ofensas foram cuspidas depois, contra vereadores da oposição, por parte de funcionários do município que, justo na hora das sessões, deixaram suas obrigações para ajudar a avacalhar o ambiente com xingamentos e toda sorte de pilhéira, sob a voz terna da presidência, que, neste caso, pede silêncio!

Cumpre dizer que, ainda sob os auspícios do ex-prefeito Marcondes Francisco, o mesmo tomou posse e foi proibido por Zé de dar uma palavra. Dia muito, o Legislativo deixou de representar os anseios da sociedade para se transformar numa coisa rastejante.

É com esse ambiente que se dá a briga para a sucessão de Zé, entre aliados do prefeito. Despontando  como favoritos: Valmir Rocha (PCdoB), Paulo Tatu e Cícera Macário (ambos do PSDB), como os favoritos, esfriando com isso, os sonhos de Bero do JB (PSD) e Evinha (Solidariedade); e do lado da oposição: Celso Brito (PRD) e Jailson (Progressistas) devem concorrer.

Fotos/Ericson Menezes. 

Em conversa com esta jornalista, o vereador Celso Brito,  recém-vítima dos insultos, afirmou, no entanto, que, a nova presidência da Câmara, cujas negociações estão em andamento, querem mudar de ambiente. O incomodo é geral.

“Há uma consciência entre todos os vereadores de que nós precisamos mudar esse comportamento de quem administra a Câmara Municipal. A Casa não pode ter um presidente subserviente ao poder Executivo. O Legislativo tem que ser conduzido por alguém que defenda essa Poder, faça com que ele seja harmônico para com os demais poderes, mas que realmente seja independente, não importando que eleja o presidente, se a bancada de situação ou oposição.”

Eu quis saber de Celso quais eram as chances dele, ante uma maioria esmagadora da bancada de situação?

Todo vereador tem chances, qualquer um, desde que ele tenha o poder de articulação, de convencer seus pares. Desde que, também, os vereadores entendam que não deve ter uma influência muito grande do Executivo nessas decisões – vamos acabar com esse negócio de o prefeito chegar aqui e dizer que tem uma porta e essa porta ser o presidente-, temos que ter autonomia e responsabilidade para com o Poder.

Ainda sobre a presidência de Zé de Abel, Celso está inconformado sobre certo abandono do espírito de corpo. “Já fui vereador antes, nunca presenciei isso, ver funcionários da prefeitura nos agredindo verbalmente, bagunçando, sem que a Mesa Diretora tome posicionamento. Isso é uma vergonha para nós, nos deixam desmoralizados.

Celso ressaltou ainda que é um vereador preparado. “Responder aos anseios da comunidade depende de preparação, pois eu vejo, Ivone, que, alguns vereadores cofundem está ao lado do prefeito com subserviência às vontades do prefeito, deixando de exercer sua função primordial que é a fiscalização da coisa pública. Em resumo: é a cegueira da subserviência.

 

 

 

Colaboração para a entrevista do assessor parlamentar, Ericson Menezes. 

 

 

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