PAULO AFONSO– Ícaro Brandão, advogado da minoria, foi o maior de todos. Conseguiu na Justiça um feito inédito: comprovar que faltou (falta) ao presidente do Poder Legislativo, Zé de Abel (PSD), o rigor técnico e, sobremaneira, o entendimento político que a ocasião necessitava quando presidiu a sessão que votou o Orçamento. Coisa séria, seríssima.
A questão política
Nesta sessão em especial, a minoria foi tratada como coisa qualquer, ou por outra: como lixo. Desocupados gritavam xingamentos a qualquer ato dos vereadores como se ali fosse a famosa casa da mãe-joana, e todos se perguntavam, cadê o “canalha”?
O famoso, lindo e errático “canalha” dito pelo presidente, ficou na algibeira. Encolhido, atordoado e com medo de levar uma cacetada do chefe. Eis que as matérias foram votadas atropelando os ritos conforme manda o Regimento Interno. Ícaro, o príncipe dos advogados, alegou isto à justiça. E tome pau!
Por seu turno, Zé embananou-se e votou sem que o projeto da LOA – Lei de Diretrizes Orçamentarias- estivesse empatado, precisando do voto de minerva. Ícaro Brandão, conhecedor do Regimento, ao contrário de uns e outros que ficam na sessão chupando jujuba, alegou isto à Justiça, e tome pau!
Resultado: uma humilhante nova sessão para votar a LOA, a ser marcada urgente.
A questão técnica
Conversei com alguns vereadores de ambas as bancadas e especulei sobre quem será o próximo presidente:
– Os nomes que aparecem aqui como favoritos são perturbadores.
Diz a fonte, desanimado.
– No naipe de Zé?
Pergunto sem acreditar.
-Se fosse como Zé tava era bom.