PAULO AFONSO- É vexaminoso testemunhar uma condução de trabalho do vereador Zé de Abel (PSD), que, pela glória do senhor, sairá este ano do meio da mesa da Câmara Municipal, só lamento ainda demorar tanto.
De estúpido que é, tirou o local reservado à imprensa e nos colocou junto as demais pessoas que vão acompanhar as sessões, de sorte que quando chegamos lá não encontramos cadeira nem condições de trabalho. Eu compreendo o porquê.
Acolhe bem a imprensa aquele que tem algo bom para apresentar. Quando alguém se passa apenas por fantoche não vai querer imprensa para testemunhar suas peripécias.
Se não vejamos: ano passado, o presidente cunhou o adjetivo “canalha” para designar quem grita na Câmara. Então ninguém entendeu onde ele colocou o “canalha” deixando que funcionários da prefeitura de Paulo Afonso, em horário de expediente, avacalhassem a sessão.
Ou seja, se o grito vier de adversário ele fala grosso e chama a polícia para forçosamente retirar a pessoa da Casa, mas se vem de brucutus que apoiam o prefeito Galinho (PSD), a fala é fina. Ninguém é “canalha” muito menos a polícia é acionada.
As ações de Zé de Abel falam mesmo sobre ele. No entanto, ao final, vem um “fiquem todos com Deus!”
Como católica, me veio a curiosidade: sobre qual Deus ele está se referindo?
A primeiríssima lição de um cristão e saber que todos somos iguais, e, pois, dessa forma devemos agir com o próximo. Quem faz a distinção de pessoas é o outro, àquele de quem não gosto nem pensar.