PAULO AFONSO– Uma trend ultrapassa o mundo virtual e se torna fenômeno orgânico no município: o desprezo ao prefeito Mário Galinho (PSD). Impressiona que, quase um ano sem uma mísera entrevista, quando o gestor se dispôs a fazê-las em sua, digamos, imprensa amiga, tenha chovido hater.
Se fossem insultos vindos de gente ligada à oposição até aí nada de extraordinário. Todos os gestores passam por isso, ocorre que, com Galinho, eles vêm de variadas correntes políticas e, principalmente, de gente sem atuação política: de donas de casa, de comerciantes, moradores da área rural, jovens etc. etc.
A coisa mais leve que se pode escrever sobre os comentários é “Nariz de pinóquio”, os demais não são publicáveis. De acordo com Cledson Santana, do Portal na Feira, “A crise de popularidade não é culpa da imprensa, mas das escolhas do gestor.”
Segue ele: “O recente caso envolvendo o LOAS, bem como a nomeação da esposa e do filho de um vereador em pleno domingo, em um contexto que antecedia votação na Câmara, serve de exemplo para que a população avalie quais princípios éticos e morais têm norteado as decisões do prefeito.”
Eu vou além. Quem escolheu um prefeito forjado na oposição esperava melhoras sociais sensíveis e imediatas, dado o histórico de criticidade voraz com o qual Galinho sempre corroeu reputações dos seus antecessores.
Anilton, para ficar em um exemplo, foi classificado de “bandido” e de “câncer”, numa dessas falas infelizes vociferadas pelo então vereador, no entanto, uma vez no poder, o prefeito de turno, não chega aos pés dele.
Nem de Paulo de Deus.
Nem de Raimundo Caires.
Muito menos de Luiz de Deus.
Não consegue corresponder minimamente a nenhuma expectativa criada ao longo desses anos.
Zé Renato é a salvação da lavoura.
A esperança agora é a de que Zé Renato assuma a secretaria de Planejamento e possa apresentar soluções viáveis para o gestor recuperar fôlego, antes do início da campanha para a eleição federal e, com esse rearranjo, evite pôr no vinagre os votos que serão tentados para eleger os deputados estaduais e federais que formam sua base de apoio no estado e em Brasília.
Será o primeiro teste de Galinho com a máquina. Sem ela todos sabem o fiasco que ele é na missão de transferência de votos.
Por fim, o prefeito não e cachorro para suportar tantos xingamentos, Ave Maria!
Foto: Folha Sertaneja.