PAULO AFONSO- Um vereador foi ter com o prefeito Galo (PSD), sobre o assunto. De acordo com o meu interlocutor, sob reserva, a conversa se deu nestes termos:
– Quero ser o presidente, prefeito! Disse o candidato à presidência numa reunião trancado a sete chaves.
-Tem votos? Pergunta o prefeito a fim de acabar a conversa.
– Tenho o meu e o seu, que manda nos outros. Respondeu secamente o vereador.
“Cícera Macário (PSDB) é uma das poucas ou talvez a única política que fecha 100% com os pré-candidatos de Galinho”, resume a fonte sobre a razão de ser a esposa do vice-prefeito a predileta para a Mesa Diretora.
Agora a conversa é entre mim e a fonte:
– O prefeito está doido!?
-Rapaz… Se ele fizer isso, é o mesmo que indicar Macário. Ainda dará chances de a oposição fazer acordos com outros vereadores da base e se arrisca a perder a presidência.
-Nem vota Evinha (Solidariedade), nem Sheila (Avante). Afirmo, pensando na rivalidade feminina que assola a Casa. Além do quê, Cícera em vez de Evinha é, como dizem os jovens, “nada a ver.”
O problema para Evinha, bem como outros possíveis presidenciáveis governistas, é justamente o que diz o prefeito: os votos. A rigor, qualquer nome do guarda-chuva de Galinho vai enfrentar, além da antipatia da oposição, o fogo amigo.
Não se pode perder de vista que há mandatos correndo riscos na Justiça e, uma vez que se colha um infortúnio, acontece o melhor dos mundos para o governo.
Foto: Instagram de Cícera Macário