PAULO AFONSO- Tem vereador que negociaria a mãe para suceder Zé de Abel (PSD), vencido o seu biênio, no próximo ano, não é ( ou não era) o caso de Rubinho do Kênio (Mobiliza). Eis que, ontem, todos fomos surpreendidos com sua revelação. Rubinho não apenas quer ser o presidente como teria 7 votos.
Nesse momento do jogo, tudo é blefe, mas antes mesmo de surgir Rubinho como franco favorito, contando supostamente com votos de vereadores ligados ao prefeito Galinho (PSD), um dado é inescapável: Galinho já perdeu a presidência. Ou por outra: a vingança é um prato que se come quente.
Desde logo, ficou cristalino que o governo precisará ceder a tudo para segurar votos flutuantes, uma vez que o vice-prefeito Macário (PSDB), queimou suas pontes no Legislativo.
Nota à margem: vereadores, sob reserva, comentaram a mim que não vão fazer o jogo do governo. “Não vamos brigar com Macário, não somos otários para fazer o que o governo quer. Ele pisou na bola, mas segue o jogo”, confessou um deles.
Contudo, quando se trata de presidência, Macário não terá nem sombra da influência que exerceu em outros pleitos. “Estamos vendo as melhores possibilidades, mas a Mesa ficará com a oposição”, assegura o outro vereador da conversa.
Por seu turno, o governo tem clareza sobre o problema a ser contratado, perder a Mesa da Câmara significa em matemática exata: 50% a menos de chances de se reeleger.
Portanto, Rubinho, você vai precisar de algo que vai muito além dos 7 votos. A presidência da Casa será sua se o governo sofrer uma paralisação ainda mais aguda do que já o acomete e, sobremaneira, ter a fidelidade de gente que nunca soube o significado disso.