PAULO AFONSO- Chegou a hora. Hoje a oposição soma 7 votos e precisa de mais duas consciências para implodir o governo Galinho (PSD), dando-lhe margem para manobra orçamentária , precisamente 30%, não é tarefa simples.
Sentindo o cheiro do vinagre, o governo começou a paquera em cima daqueles que julga mais fáceis de levar no bico. “Tem vereador aí que passou o dia inteiro evitando telefonemas do governo” disse um parlamentar ao Painel, sob reserva.
“A nossa defesa será de acordo com a emenda modificativa de autoria do próprio prefeito (quando era vereador) em 2020, ano da pandemia. Está ali a nossa base, assim como ele pensava, nós agiremos agora, dando a ele apenas 30% de margem de manobra e, por meio do nosso trabalho, vamos garantir o pagamento das rescisões e mais responsabilidade no gasto público”, confirma outro parlamentar a está jornalista.
É bom deixar evidente um fato: o vereador que votar pelos 100% é conivente e co-autor dos descaminhos administrativos que faz tanto mal à população.
Há um ano, a Câmara agiu com benevolência irresponsável e cravou 100% de margem de manobra cujos resultados trágicos são sentidos por quem precisa dos serviços de saúde.
Quando deram ao prefeito essa possibilidade, se podia ainda, alegar boa-fé, mas hoje, 40 milhões gastos em festas depois, trata-se de uma posição muito clara: nós, com o prefeito festeiro de um lado, e do outro, o povo, sem assistência social digna, sem saúde e sem o pagamento das devidas rescisões.

