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Paulo Afonso-BA, 5 de março de 2026

Galinho agiu por instinto: Jean foi seu começo e será o seu fim

Pai

Paulo Afonso- Era começo de noite numa sexta-feira, precisamente 07 de novembro, quando o prefeito Galinho (PSD) deu mostras do tipo de gente que é.

O governador Jerônimo (PT), acabara de discursar (no palco do Coreto, por ocasião da assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Universitário), quando achou oportuno sair à francesa tentando escapar dos babões, porque tinha compromisso na nova sede da Justiça Federal.

Passou por esta jornalista como um raio.

Eis que Marconi Daniel (SERIN), estava com colegas de trabalho, na tenda da imprensa, quando, súbito, fora surpreendido por trás (sim, conto com detalhe), por braços peludos e fortes, que enlaçando a sua cintura o levantou. Tal qual Jack faria se encontrasse a sua Rose (sim, os personagens apaixonados de Titanic).

Era um abraço de urso. Era Galinho.

Os amigos de Daniel cercaram os dois ainda entrelaçados, por assim dizer, temendo o pior. Daniel teve repulsa e tentou se sair, o prefeito manteve-se sob a respiração de Daniel e proferiu idiotices, como de hábito.

Convém recuperar alguns acontecimentos, e você leitor, não tenha pressa.

Há alguns dias, a prefeitura foi, mais uma vez, ao terreno – na Fazenda Chesf – que a família de Marconi tem em comodato, para quebrar o cadeado do portão. Já havia quebrado antes, Daniel repôs e foi à Justiça. A questão está sob juízo, mas volta e meia, Daniel é surpreendido com promessas de redistribuição do terreno, apenas o dele, diga-se de passagem.

Tais fatos já trouxeram muita angústia aos familiares de Daniel. O pai, inclusive. Daí por que os amigos dele temeram o abraço forçado.

Entretanto, Daniel ficou tão surpreso que não teve como reagir. Graças a Deus!

Terça-feira (18/nov).

A mim, digo, não causa surpresa, portanto, a reação infeliz de alguém como Galinho diante do seu ídolo: Jean é o ídolo de Galinho. Há carradas de razão para isso: sem Jean ele nem seria prefeito.

Foi o trabalho de Jean que serviu de condão para que o projeto de Galinho, que hoje sabemos, era quimera, chegasse aos ouvidos dos políticos certos e na hora certa. Galinho em 2024 sem Jean era apenas mais um sonhador que mostrava privada suja.

Zé de Abel (PSD), presidente da Casa Legislativa, ontem e hoje, não sabia e nem sabe, juntar lé com cré. Os demais são como manada, foi o trabalho político e assertivo de Roubert que condensou no imaginário da população o nome do futuro prefeito como algo viável.

Dito isso, eu sei e você sabe que só mesmo Jean pode desfazer o mal-entendido. E fará com dia e hora marcada.

Por isso, caro leitor, por instinto, Galinho evitou tocar a mão do seu futuro algoz.

Hoje, vi a imprensa-mãe se desesperar tentando diminuir o efeito do gesto. Em vão, todos já viram e já sabem exatamente que o fim, até pode demorar, mas já está à caminho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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