PAULO AFONSO– Leio a mídia local e juro, não compreendo. Ouço aqui e ali uma resenha sobre um tal espólio político, com o qual a pré-candidata a deputada federal (?) Luiza de Deus, neta do maior homem público deste município, Luiz Barbosa de Deus (saudosa memória), irá para o pleito do próximo ano.
Certo. Mas, como política é experiência e não imaginação, qual seria mesmo essa herança? Luiza de Deus foi candidata a deputada estadual na última eleição federal e teve desempenho melhor do que o concorrente Mário Galinho. Ligeiramente melhor.
Contudo, cabe lembrar: Luiz de Deus era o prefeito conduzindo o segundo maior empregador do município. E hoje, esses votos estariam, como direi, disponíveis?
É chato, mas que se revele de uma vez por todas: não há voto herdado. Não na forma como se vota em Paulo Afonso. Os votos que Luiza teria, se a eleição fosse hoje, seriam os mesmos que qualquer um sem herança.
“Ah, os Carleto vão viabilizar a campanha de Luiza”, dirá um ingênuo. Eu gosto dos incautos.
Luiza que tem boas qualidades vai para o mano a mano em terreno minado como qualquer outro mortal. Com vantagem zero.
A vantagem estará, seguindo a tradição, do lado da prefeitura e, nesse caso, para quem Galinho (PSD) apontar o dedo.
Estará um passo à frente também quem forma grupo político e tem o que apresentar da sua própria lavra, quero dizer: Mário Jr (Progressistas).
Herança política?
Sério?