PAULO AFONSO– Nos bastidores, um político arrumou a mala e já avisou a um amigo o dia do desembarque do governo de Galinho (PSD). “Antes de o galo cantar em dezembro.”
Calcula-se que, uma vez anunciada esta separação, outros vereadores seguirão o guia para uma conspiração que resultará em dias tenebrosos para o governo. Dentro ainda deste raciocínio, não há qualquer chance de o governo dá uma dentro e melhorar minimamente, “O que começou errado, terminará errado”, diz secamente a fonte, ouvida sob reversa pelo Painel.
Por seu turno, o governo já ouve as borbulhas de água fervendo e ensaia uma reação para não ser surpreendido (e nesse caso literalmente) com calças na mão. Espere aí, eu ia dizendo que o governo tenta se organizar, mas como?
Uma reforma para tirar gente incompetente de pastas estratégicas não tem fim! Sempre o prefeito tendo que lidar com ciúmes de quem vai perder espaço. Antes perder o espaço do que voltar para as ruas. Se é que estou sendo clara?
O que vem por aí não é nada bom. “Em breve, a oposição terá gente com as condições necessárias para resolver o problema definitivamente, anote”, diz a fonte, ainda mais cavernosa em seu tom.
Ou por outra: Jailson (Progressistas) faz apenas figuração, já que, sob sua regência, a oposição só conseguiu tirar um “canalha” da boca do presidente da Casa, efetivamente não teve até aqui, uma ação que colocasse a gestão nas cordas. Galinho anda cambaleando por ação das suas próprias pernas.
O problema são os russos. É sempre bom lembrar que uma passada tão larga, com mudanças radicais num governo, precisa, antes, combinar com eles, e, neste caso os russos são muitos e variáveis.
Foto: Folha Sertaneja.