PAULO AFONSO- Se a sessão da Câmara Municipal fosse um show, o líder da oposição, Jailson Oliveira (Progressistas), teria recebido a nota máxima, tantos foram as saudações efusivas a ele pelo desempenho na tribuna.
Jailson iniciou dizendo que faria aulas a Galinho (PSD) já que ele não ouviu o seu líder, Jean, e foi tomá-las com Paulo de Deus, o prefeito referência de Paulo Afonso.
“Eu mesmo lhe dou a aulinha”, diz com seu característico tom de deboche e emenda depois: “O senhor lá atrás decretou emergência, estado de calamidade – administrativa e financeira- então eu sendo o prefeito, pediria espaço à Câmara, rádio e redes sociais, e diria que faria uma Copa Vela meia-boca; investiria esses milhões na saúde do município; pagaria à Santa Mônica, ao Núcleo Vida para ter ao menos umas duzentas cirurgias porque tá aí o povo morrendo (tivemos uma vítima de hernia), não precisa ver ser de grande complexidade, mas pequenas, porque é assim que cuida de gente prefeito!, iria à Sedes e compraria cestas básicas e doaria ao povo que está aí morrendo de fome; pagaria as rescisões aos demitidos da prefeitura, porém, o senhor vai gastar milhões. Eu sei quais são os seus interesses, infelizmente eu não posso dizer aqui, mas os seus interesses e do seu irmão, sobrepõem ao interesse do povo e quem mais sabe sou eu.”
O discurso do líder da oposição foi permeado por esse mistério “eu sei o seu interesse, mas não posso dizer aqui.” De acordo com ele, o gasto milionário não atingirá a classe de renda vulnerável, uma vez que nem espetinho poderá ser vendido na festa.
“Não podem entrar com a sua bebida (cooler), e o pessoal da barraca nem vai poder vender um espetinho – no São João ao menos pôde e agora foi restringido o povo, porque ficará atrás da lagoa.” Jailson, foi amigo e alertou ao prefeito sobre tantas atas de preço que, segundo ele, têm como finalidade determinar a empresa vencedora, como a maioria absoluta é de forra, o vereador afirmou que o expediente prejudica demais o empresariado local.
“Toda vida eles prestaram serviços à nossa cidade. Se ao menos fosse por licitação (os contratos), mas é por ata de preço, ou seja, direcionada e deixando os empresários todos para trás, pessoas sem rendimento e que vão demitir.”
Jailson ainda lembrou a saída de alguns secretários: “No 1º dia de governo, veio aqui disse que demitiria em seis meses, e é o contrário, os secretários é quem pedem para sair porque não aguentam a gestão dele.”
O povo riu, aplaudiu e concordou.