PAULO AFONSO- Há um ano, a cantora “forrozeira” Adeyse Alves precisou interromper sua agenda para o São João, vítima de um infarto. Foi uma semana na qual ela precisou lutar para sobreviver. Adeyse é diabética e não fazia ideia.
Pauloafonsina, de voz suave, firme e afinadíssima, Adeyse é um daqueles casos que nos fazem pensar: que desperdício que ela cante só para nós. Ela precisa entonar seus versos Brasil afora.

Eis aí uma margem complicada de ultrapassar. São vinte anos cantando em bares, festas e eventos até formar “Adeyse Alves e Banda”, com apoio do empresário Eduardo e do “Ninho”.
Nesta segunda (04/ago), Adeyse esteve no Programa Revista 93,5, da RBN, e conversou sobre as dificuldades na carreira e outras situações que vão passando desapercebidas pelo público.
“Infelizmente eu infartei, passei uma semana infartada sob os cuidados de Deus, e por isso eu não pude cumprir a agenda 2024, mas esse ano nós fizemos o São João. Eu acredito que meu momento ainda vá acontecer”, diz ela, acrescentando que após o grande susto, faz exames periodicamente e tem uma rotina de cuidados com a saúde.

Carreira difícil: “Eu gostaria que a minha carreira fosse alavancada aqui em Paulo Afonso, mas é complicado. Eu creio que saindo daqui a gente possa atingir outros horizontes.”
“Eu acho que aquele velho ditado “Santo de casa não faz milagre”, muita gente mesmo não nos apoia. Nós temos amigos e fãs, mas há muita gente que nem faz questão”, explicou ela.
Apesar das frustrações sobre alguns aspectos da carreira, Adeyse foi muito elogiada pela sua passagem no Santo Antônio de Glória e no São Pedro do BTN – esta festa na qual ela segurou e animou para valer o público, durante a entrevista os internautas e ouvintes mandaram mensagens de apoio e muitos elogios para ela e a banda.
Ainda sobre a carreira, Deyse destacou a importância da sua equipe de apoio, na qual está o empresário Eduardo, presente à entrevista. Para ambos, a solução encontrada, por ora, é batalhar uma agenda regional e fazer festas pequenas.
“Por questão de logística e valores ficou impossível promover uma festa grande. O prejuízo é certo, e hoje, o público tem as festas dos municípios onde participa sem pagar ingresso, então a gente faz pequenos eventos e conta com patrocinadores que nos apoiam para não ter prejuízos”, explicou Dudu.