PAULO AFONSO- O progressista, líder da pequena bancada de oposição, colhe frutos impensáveis até bem pouco tempo, dada a forma como o governo do qual fez parte se despediu da cena pública, empilhado em montanhas de lixo e sem ninguém saber por onde andava o então prefeito Marcondes.
Jailson assumiu o protagonismo não somente da Câmara Municipal, em cujos colegas têm participação tacanha, quando não se colocam em situação de humilhação, reclamando do prefeito e de secretários, mas dispostos a tapar o nariz por um ou outro favor da aparelhagem municipal.
Nesse vácuo Jailson cresce. A denúncia feita semana passada dos três contratos (no valor de 1,1 milhão), para a compra de água mineral, viraliza nos maiores veículos de imprensa da Bahia, servem de chacota e incredulidade para jornalistas – e é que eles ainda não viram o piso na terra.
Jailson ainda lembrou ao prefeito Galinho (PSD) que pague os direitos da sua esposa, demitida recentemente e dos demais a fim de não ser classificado de “veaco.”
Com a gestão nas cordas, o parlamentar acusou o prefeito de não ter coragem de demitir a secretária de saúde, Renata, porque esta lhe fornecia (no governo passado) informações privilegiadas.
“Fui convocado para uma denúncia no Josefino Teixeira e, quando eu cheguei, me deparei com o ônibus escolar superlotado de crianças, quase 90 crianças, isso é um crime secretário de Educação, você sabe que não pode, eram dois ônibus, tiraram e só deixaram um. Crianças no chão do ônibus, outras sentadas no motor, então eu pergunto a vocês vereador e ao povo: e se fosse nossos filhos numa situação dessas?”.
De acordo com Jailson ou a situação é resolvida, ou ele irá aos ministérios públicos estadual e federal contra o secretário.
Diante de denúncia tão absurda, não houve uma única palavra de esclarecimento da pasta.
Nota à margem: dizem que este secretário é o “cérebro” do governo, seu articulador político. Por aí é possível concluir como andam os que não são.