PAULO AFONSO– São personas absolutamente diferentes e de trajetórias que, cada um à sua maneira, cometeram já os erros políticos (e pessoais) possíveis. Têm em comum a maturidade, não apenas do calendário, mas da vida. Pela ordem da foto: Jailson Oliveira (Progressista), Celso Brito (PRD) e Jean Roubert (PSD), são o terror para o prefeito Galinho (PSD).
Pelos fatos que são de domínio público. Galinho não é apenas um prefeito jovem. Carrega na gestão toda carga errática permitida a quem viveu pouco e, pior: pelas atitudes tomadas até agora, demostra não conhecer patavina da coisa pública.
Jailson– líder da oposição – dos três é o mais midiático, performático e popular. Por falar de forma simples e insuflar o governo jocosamente, arranca risos e ira dos que o seguem. E por tudo o que fez no primeiro semestre, trata-se de uma multidão.
Sério, de fino trato com os colegas e assertivo nas indagações, mesmo novo no Parlamento, Celso já arregimentou seus pares (oposição e situação) para um documento que pede ao Ministério da Saúde que instaure uma sindicância a fim de apurar possíveis culpados pela calamidade na pasta.
Jean não é apenas um vereador preparado, cujas habilidades são, dia muito, conhecidas. Ele foi, no passado recente, o político mais importante na pavimentação da conquista de Mário Galinho.
Nenhuma pessoa do entorno de Galinho, com exceção de Adolfo Viana (PSDB), tem a mesma importância. Adolfo porque o manteve competitivo por quatro anos, dando-lhe todas as condições possíveis para resistir sem mandato, e Jean, porque entre todos os vereadores que aderiram ao tal “Movimento por Paulo Afonso”, àquela altura, em janeiro de 2024, conseguiu com sua extrema habilidade na tribuna, nos meios de comunicação e nas relações que mantinha na sociedade, pavimentar a vitória num meio resistente a Galinho.
Impressiona como Jean nunca teve valor para esses que hoje ocupam o poder. Era apenas tolerado.
Se for emparelhado todos os secretários de Galinho, bem como os políticos que o cercam, incluam aí o vice-prefeito, Macário (PSDB), e diga-se, com todo respeito, nenhum chega aos pés de Jean.
Macário aderiu e levou outros, mas vamos à luta: quando falou algo que, de raspão, atingisse o grupo de Luiz de Deus? Nunca!
Zé de Abel (PSD), o presidente da Câmara, ainda que quisesse ou soubesse juntar lé com cré, alguém levaria a sério?
O secretariado de Galinho, antes, na condição de militantes não conseguiam chegar até a esquina. Ninguém sabia sequer quem eram.
Jean, ao contrário, foi no nervo. Chamou para abriga a família de Luiz de Deus; emparedou Marcondes, tirou-lhe simplesmente o partido de forma humilhante. Cutucou os dois salários; lutou incasalvemtne pela renúncia do então prefeito licenciado Luiz de Deus e, em muitas vezes, encarou Marconi Daniel – o político mais destemido de que se tem notícia.
Tudo o que Jean fez foi jogado na lata do lixo.
Agora, vem a lei do retorno.
Jean nem precisa fazer nada, se apenas ficar calado já será suficiente para afundar de vez o governo.