PAULO AFONSO– Se Nelson Rodrigues escrevesse esse texto diria que, na outra semana alguns “tarados políticos” puderam se exercitar. Trato de gente que odeia o ex-prefeito Anilton porque nunca conseguiu ganhar dele nas urnas e, em razão disso, amarga saída precoce da política e/ou derrota acachapante, e viu num processo natimorto uma chance de ser um pouco feliz.
A felicidade dessa gente dura pouco, devo dizer. Só o tempo de os advogados virem à imprensa. Ou por outra: durou vinte quatro horas. Ontem à RBN, Flávio Henrique deixou cristalino que, “a prescrição para processos sobre improbidade administrativa a partir da ocorrência do fato (segundo atualização do Supremo Tribunal Federal) será de oito anos.”
O processo foi protocolado em 2019, dez anos após os fatos, sendo que o ex-prefeito só tomou conhecimento deles ano passado. “Nós evidenciamos que o processo estava natimorto e é tão verdade que o próprio autor da ação, o Ministério Público se manifestou no processo, agora, recentemente, antes da sentença, ante a clarividência da prescrição tá”, explica mais detalhado Flávio.
Em miúdos: “Há uma tentativa, todo ano eleitoral, de tirar Anilton do páreo. Todo ano é a mesma coisa: está inelegível, inelegível etc. etc., e o cara é sempre candidato sem problema nenhum, sempre teve, já entramos na prefeitura processados e sempre apresentamos defesas e explicações e tudo é esclarecido. Para mim é um caso de querer tirar ele da vida da pública, de prejudicar, são processos que duram anos, custam muito caro e prejudicam a sua imagem não apenas como político, mais médico, pai e esposo de uma mulher que começa a empreender agora.”
Eu diria mais: tentam sujar a todo custo a biografia do melhor prefeito que a cidade já teve por aquilo que Nelson Rodrigues sabe explicar melhor do que ninguém.