PAULO AFONSO– Amigo leitor, às vezes me dá preguiça. Sigamos.
Esta semana recebi um telefonema, era um político:
-Nos ajude a trazer Jean. Disse-me assim, com voz rouca, e completou:
-Ele será importante para a oposição. A gente conversa todo dia, ele tá quase vindo! Alegrou-se.
Eu ponderei:
– Jean não vai nem a pau!
-Jean vem. Retorquiu a fonte, do outro lado da linha fulminantemente.
A conversa se deu precisamente quando já estava alastrado o meu texto sobre uma evidência cristalina: governo e Jean não partilham o mesmo teto.
A fritura de Jean, a rigor, já se dava muito antes de findada a eleição. Se o vereador seguisse os anseios de pessoas próximas já teria declarado guerra ao prefeito. No entanto, ele segue, como diria César, parecendo que realmente “é do time de Galinho”, não apenas dizendo.
As más línguas, sempre elas né, dizem por aí que, Otto Filho (PSD) terá mais mágoas para contar sobre o processo eleitoral em 2026 do que o repertório de Raquel dos Teclados.
Nunca é demais lembrar que, foi de Otto a acusação de infidelidade contra o saudoso e ex-prefeito Luiz de Deus, naquele vídeo -antológico- no qual ele aparece ao lado de Jean e, dali em diante, justificaria a retirada forçada do então candidato à reeleição pela legenda, Marcondes Francisco.
Foi muito pesada a cena. Foi dura demais!
Portanto, mais do que ser aceito e/ou contemplado pelo governo, Jean sabe o que lhe cabe na eleição. Ele não pode, sob nenhuma hipótese, permitir que o deputado amargue outra decepção. Ele será cobrado na hora agá.
Nota à margem
De acordo com a coluna de Bob Charles, metade da Câmara Municipal deixará o governo. O mais espantoso da coluna é que nela estão nomes que, nunca, vejam, jamais estiveram no governo. O chamado bloco independente na verdade é bloco da carência afetiva. Ele ama mesmo é o governo, que o despreza, e, por seu turno, ele despreza a oposição.
Todos sabem a letra:
“Quem eu quero não me quer/Quem me quer mandei embora…”