PAULO AFONSO– A conversa de bastidor ficou pelo caminho quando o líder do governo, Jean Roubert (PSD), subiu ao púlpito, após duas semanas de silêncio, é bem verdade que, sem o mesmo vigor de outrora.
Jean que está sempre propenso a culpar o passado por aquilo que vai mal das pernas no presente, a fim de poupar o prefeito dos seus sabidos defeitos, discursou ambiguamente, eu diria que, lembrando Machado de Assis, ele foi os olhos oblíquos de Capitu na linguagem.
Primeiro, fez afirmações genéricas de que o Legislativo é o Poder mais importante, perante os demais. Se o é, então por que tamanha submissão ante as barbaridades administrativas que todos testemunhamos e que Marquinhos (Progressistas), tentou elencar mesmo aos soluços?
Em seguida, o vereador afirmou que a divergência é vital para corrigir rotas. Qual rota? E quais divergências? Ninguém ignora o tamanho da maturidade do gestor para lidar com críticos, vide o tanto de gente que já precisou ir à delegacia.
Entre uma ambiguidade e outra, foi mesmo nos elogios rasgados a Pedro Macário (PSDB), o vice que se refugia no Parlamento, que se evidenciou a crise entre Câmara e prefeitura, na pessoa de Jean.
Tudo é fingimento até a esquina.