PAULO AFONSO- Nesta segunda (12/mai), o líder da oposição, vereador Jailson Oliveira (Progressistas), concedeu entrevista à RBN, e falou sobre um dos pontos mais penosos da administração do prefeito Mário Galinho (PSD), que é a saúde.
O gestor mudou quase tudo, e impressiona como piorou a vida das pessoas, nesse particular, dos mais pobres e sofridos. Além da demissão em massa de médicos, com décadas de experiência, de ter praticamente fechado o centro cirúrgico do Hospital Nair Alves de Souza – superlotando o Hospital Regional, cuja estrutura não suporta tantos pacientes -, e, como resta provado, até a presente data, da incapacidade da secretária Renata em dar respostas à uma série de questões que estão à espera de soluções, ainda tem o tratamento fora de domicílio que sofreu ajustes.
Na opinião de Jailson, que esteve na capital pernambucana, trata-se de um desmantelo absoluto que resulta em mais sofrimento para quem já está combalido pela doença.
Antes, diz o vereador, a prefeitura mantinha um contrato em Refice com o empresário Santur. O contrato fora encerrado de repente sem que fosse arrumado outro atendimento imediato. E o resultado não é difícil prevê: pessoas ao relento, na rua, doentes e enfrentando chuva e frio.
“Ele (Santur) mantinha a casa de apoio, agora, sem contrato fechou a casa. Além disso tiraram o micro-ônibus e colocaram uma van. A quantidade de pessoas que pode viajar é menor, apenas 17 pessoas, então sobra pacientes, nem todos puderam vir, e não tinham onde ficar. Quando a van chega, os pacientes descem e ficam ao relento, encostados na parede do Hospital Imip.”
“Um descaso total, tem dias nos quais está chovendo, e tem dias em que as pessoas são atendidas apenas no segundo horário, e ficam lá sem ter o que fazer. Você sabe, a maior parte das pessoas que faz esse tratamento fora, tem pouca condição”, relata o vereador, para o espanto geral.