PAULO AFONSO- A assembleia realizada na Câmara Municipal, nesta terça (18/fev), com representantes de ongs, povos originários e de terreiros, Câmaras Municipais, prefeituras e do governo do estado, atualizou a agenda de demandas dos seis municípios do Território de Itaparica, a saber: Macururé, Abaré, Rodelas, Chorrochó, Glória e Paulo Afonso.

O Território de Itaparica vem obtendo avanços sistemáticos especialmente quando apresenta os povos originários – e não somente eles- como pessoas e titulares de direitos. O coletivo das mulheres ribeirinhas (Município de Glória) abriu os trabalhos, com cânticos. Tradição, linguagem, costumes e a crença ocupando o espaço.
“Esta assembleia é a retomada política do Território de Itaparica, onde as organizações sociais dão o nome para trabalhar a governança, a política territorial e todas as nossas lutas”, explica Daiane Braz, coordenadora do Colegiado de Itaparica.

Abrimos diálogo direto com o governo do estado, contextualiza Daiane: “É fundamental, porque as ongs dizem exatamente como precisam da atuação do estado que, por seu turno, oferece o que tem agora, e o que pode melhorar nos próximos anos. Então nós somos a parte que constrói e que observa o andamento das propostas, então somos parceiros.”
Daiane destacou ainda, a presença do coordenador do programa Bahia Sem Fome, Thiago Pereira, e da redução da fome por meio das cozinhas comunitárias que chegarão ao Território, lembrando que o município de Paulo Afonso tem duas, e Glória, uma. “Os demais municípios estão aqui com a perspectiva de conseguir, porque a nossa luta é coletiva”, reforça a coordenadora.
Em relação à insegurança alimentar, dentro do Território, o município de Rodelas encabeça a lista crítica do governo e em 5º lugar, Chorrochó. “A gente começa as lutas por esses setores para fortalecer o todo.”
Comida no prato, educação no campo, cultura, fomento para as artes fez parte do planejamento para o ano do Território.
Agenda

Durante a atividade “Prioridades e Estratégias para 2025”, realizada dentro do Projeto Território em Movimento, os participantes foram divididos em cinco grupos de trabalho para discutir as principais demandas do território e propor estratégias para enfrentá-las.
A partir das perguntas norteadoras: “Quais são as principais demandas do seu território atualmente?” e “Como o Projeto Território em Movimento pode ajudar a enfrentar esses desafios?”; os grupos aprofundaram a análise dos problemas enfrentados pelas comunidades locais.
Entre os temas destacados estavam a infraestrutura, acesso à políticas públicas, fortalecimento da agricultura familiar, segurança alimentar e preservação cultural.
As discussões resultaram na sistematização de propostas concretas para o desenvolvimento do território, incluindo sugestões de ações que possam ser incorporadas ao planejamento estratégico do projeto. O objetivo é transformar as reflexões em iniciativas práticas, promovendo melhorias sustentáveis e alinhadas às reais necessidades das comunidades envolvidas.
Com esse trabalho coletivo, o Projeto Território em Movimento reforça seu compromisso com a participação ativa da população na construção de soluções para os desafios locais, fortalecendo redes de apoio e promovendo o desenvolvimento territorial de forma integrada e colaborativa.

Por Ascom/Colegiado de Itaparica.