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Paulo Afonso-BA, 5 de abril de 2025

Juliano Medeiros emerge como oposição a Galinho entre os políticos tradicionais

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PAULO AFONSO- Mal iniciou seus primeiros passos na prefeitura, Mário Galinho (PSD) gera inúmeras controvérsias. A mais vistosa delas, sem dúvidas, é o aparecimento de empresários que, então, não se sabia da existência deles em solo pauloafonsino. A oposição diz que são as dívidas de campanha.

“Os novos contratos e, principalmente, as novas diretrizes mostram que a campanha foi caríssima”, afirma um político em caráter reservado a esta jornalista. “Todo mundo sabe que fechar o Nair é o mais fácil, difícil é manter o atendimento à revelia da saúde das finanças públicas, como fizeram Luiz de Deus e Marcondes”, afirma outra fonte, agora, da imprensa, também sob reserva a mim.

O recado do prefeito

O entorno de Galinho é uma erva daninha, ali só brota puxa-sacos que, antes, estavam sem eira nem beira – para usar uma expressão nova, ou, pior: falidos-, e temem continuar assim. Atenção, a estes, o prefeito deu 6 meses. O que eu considero tempo excessivo. Ou por outra: Paulo Afonso não aguante seis meses de incompetência.

O secretariado é tão ruim que, quando se cita o nome de um, vem logo, imediatamente, a correção: “Mas quem advoga é outro, o nome é de fachada.”

A reconstrução da oposição

Nisso surge, como quem naturalmente, o terceiro colocado nas urnas. Só se fala e só se compara o que Galinho faz a ele. Sim, me refirmo ao médico Juliano Medeiros (Republicanos). “Ao menos Juliano tem projetos claros e tem já como empreendedor os resultados, não estamos atirando no escuro”, continua o político, ainda solicitando reserva.

Segundo a mesma fonte, Juliano é sim o nome mais preparado para uma futura campanha. Reforça a tese o fato de que, são muitos, dizem, milhares, os eleitores arrependidos de terem confiado na tal “reconstrução” apontada por Galinho, portanto, fosse hoje a eleição, Juliano não terminaria em 3º.

Isso posto, é preciso saber qual é a disposição dele para remar 4 anos rumo ao duelo. Um fato é certo: se for, não estará mais sozinho.

Um comentário

  • Juliano enfrenta um desafio significativo: como alguém que se declara “conservador” em um município que, há anos, vota massivamente em Lula, ele precisará abandonar a postura de “bolsonarista” se quiser realmente se consolidar como uma força relevante na oposição. Apenas o apoio da igreja protestante e do bolsonarismo enrustido da cidade não são suficientes para eleger um prefeito. Esse foi um desafio que Galinho conseguiu superar — pelo menos por enquanto — ao unir “gregos e troianos” em sua candidatura, agregando diferentes setores da sociedade.

    Se Juliano quiser avançar, não pode se limitar ao discurso conservador e ao perfil “coxinha”. Caso contrário, corre o risco de permanecer estagnado na terceira posição. Para se tornar competitivo ao final do mandato de Galinho, ele precisará alinhar seu discurso de forma mais ampla, conquistando apoiadores de diversos espectros políticos e equilibrando suas propostas para contemplar tanto a esquerda quanto a direita. Só assim poderá se tornar uma alternativa viável no cenário político local.

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