PAULO AFONSO- Cíntia Rosena, ex-secretária de Desenvolvimento Social, foi, por muitos anos a preferida da imprensa. Dizendo com outras palavras: a mais odiada. Dia sim, e no outro também, estava no rádio, nos sites e podcasts alguma nota de maldade contra a nora de Luiz de Deus, e mulher mais importante do governo àquela altura.
Cíntia não tinha hora para almoçar ou jantar. Se o prefeito estava com problemas, ela estava ao lado dele. O horário do remédio, do chá, do lanche, o aviso, o lembrete, era com Cíntia. Sempre foi uma relação de pai e filha, de estrita confiança, antes de ser um cargo público/político.
Isso despertava a ira, a inveja e a maledicência que ia dos corredores da prefeitura à mídia. Creio que eu também atirei-lhe algumas pedras.
Quando doutor Luiz pediu afastamento, há dois anos, Cíntia ficou, mas o desejo era de ir com ele. Ontem, finalmente, a ex-Sedes reuniu sua equipe, confraternizou, agradeceu e partiu.