PAULO AFONSO– Pois é, Marcondes Francisco (Progressistas), prefeito que perdeu a eleição há duas semanas – e foi um massacre- sabe bem hoje, o quanto custam esses versos do cancioneiro popular.
Durante a sessão calmíssima da Câmara, nesta segunda (14/out), o vereador, e porque não dizer: amigo das últimas horas, aparteou a vereadora Evinha (Solidariedade) enquanto esta, de forma elegantíssima, cobrava que a prefeitura honrasse o erário trabalhando até dezembro, antes de entregá-la, amargamente, diga-se, a Galinho (PSD).
Eis que Jailson (PP), reeleito, e que, no dia da derrota de Marcondes, cedeu seu trio elétrico para que o adversário comemorasse, falou grosso: “Todos nós sabemos que eu faço parte da base do governo, mas ouvindo esse discurso, eu não posso admitir, que o prefeito esteja fazendo isso, de maneira nenhuma, ele tem responsabilidades e não pode abandonar o município. Eu vou para cima vereadora, eu vou para cima, eu não vou admitir, se for verdade.”
A vereadora, em troca, elogiou: “Muito bem, é isso aí!”
Só para lembrar, durante a campanha, Marcondes foi acusado de inúmeras coisas, mas não recebeu tamanha rebordosa de um vereador da base.
Concluo: triste do político que confiar no amor do outro.
“Quem sou eu, pra ter direitos exclusivos sobre ela/ se eu não posso sustentar os sonhos dela/se nada tenho/ e cada um vale o que tem…