GLÓRIA- Causa grande repercussão no município, um vídeo da Patrícia Krin Si, liderança Pankararé e vice-presidente do COPIBA – Conselho dos Povos Indígenas da Bahia; e coordenadora do MUPOIBA- Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia – em resposta a um vídeo publicado no Instagram do candidato a prefeito Zenilson (PSD).
No vídeo, dois moradores indígenas do povoado Brejo do Burgo, são entrevistados sobre o fato de não terem sido contemplados com as casas do projeto do governo federal Minha Casa Minha Vida. Há, de forma deliberada, uma tentativa de ligar a frustração das famílias à promessas não cumpridas da candidata adversária Ena Vilma (Progressistas).
Patrícia esclarece, de imediato que, além de Zenilson ter passado oito anos sem nunca se preocupar com a causa indígena, mostra enorme ignorância sobre como funcionam as políticas públicas voltadas pera eles.
“Eu cuidei do processo dessas casas, Minha Casa Minha Vida, do governo federal, para trazer dignidades a essas comunidades. Busquei o Idesa, um Instituto de respeito, que até hoje luta para terminar essas construções tanto daqui como de outras localidades.”
Patrícia esclarece ainda que, o processo de cadastramento das famílias começou há muito tempo, e que foi um trabalho enorme, com mutirão para fazer os cadastros. “Fizemos mais de mil, entre construções, moradias e reformas das casa. Tudo enviado ao governo federal, nunca esse cadastro passou pelo governo municipal.”
A liderança segue esclarecendo que as políticas públicas de moradia voltadas para os indígenas são de responsabilidade do governo federal até aqui e que tem um rigoroso critério. As pessoas que foram entrevistas para o vídeo do candidato, à época, não cumpriam um dos requisitos do programa.
“É um processo mentiroso! Fomos nós que fizemos o cadastro e eu me senti muito com a fala dos indígenas que estavam falando, mas fiquei mais sentida com esses políticos do município não têm o que apresentar e justamente num momento de política usa a causa.”
No caso dos idosos eles tinham uma renda maior do que a exigida para receber as casas. Patrícia esclarece ainda que, recentemente, essa regra foi alterada.
Foram aprovadas 150 casas a princípio. “Depois de algum tempo recebemos à indicação dessas que seriam as primeiras casas construídas dentro do território. Fomos nós mais uma vez atualizar o cadastro.”
O vídeo avança com a líder explicando tim tim por tim como se dá os termos do governo federal. O Painel ouviu Patrícia e ela acrescentou: “A prefeitura de Glória é parceira e se comprometeu de levar material das casas dos moradores da Baixa do Chico – numa região de difícil acesso, no Raso da Catarina.”
Por fim, Patrícia lamenta profundamente ver um assunto para o qual ela e sua equipe, mais os órgãos envolvidos se dedicaram tanto, destorcido para tentar levantar a campanha de um candidato. “Feke News – que é crime – e falta de respeito com a causa indígena também ”