PAULO AFONSO– Diante de ex-aliados do ex-prefeito Luiz de Deus apaixonados e saudosos, coube a Jean Roubert (PSD), líder da oposição, com todo o respeito possível à figura humana de Luiz, fazer os devidos esclarecimentos, em primeiro lugar, explicando que, a renúncia de Luiz de Deus não foi um ato de bondade, saiu tarde, e deixando um rombo gigantesco nos cofres públicos:
“Eu não tenho o que falar da pessoa de doutor Luiz, mas seguindo a orientação do que seja a política, eu penso que essa renúncia já deveria ter sido feita há muito tempo. Há muito tempo Luiz de Deus deveria ter renunciado para terminar a sua história política com dignidade e não passar quase dois anos recebendo outro salário de prefeito, somando dois, o dele e de Marcondes – apresentando aqui um atestado de quatro linhas, um tipo de copia e cola todas as vezes em que pediu mais tempo de licença”, enfatizou Jean, repondo a história no lugar certo.
Sobre o protesto dos presidentes das associações rurais havido hoje em frente à Câmara e prefeitura, Jean diz que é inaceitável o tanto de massacre e humilhação ocasionados pela falta de gestão. “Um governo que tem orçamento público e, prestem atenção: os serviços que faltaram durante esses quatro anos, vão fazer caixa e eles vão chegar realmente; então dizendo aí que ‘vão entrar em jogo’ e vão, porque eles têm vocês como mercadoria, como objeto para comprar.”
Chegou a hora de anestesiar vocês, prossegue Jean: “Isso até 06 de outubro viu, é por isso que a gente escuta: cascalhamento, estrada etc., mas depois de seis de outubro volta o castigo e o chicote.”
Jean reafirmou o que disse na outra semana: “Tenho certeza de que o povo de Paulo Afonso está consciente do seu poder de escolha. O que foi feito, está feito, mas usem o seu poder de escolha para mudar e oxigenar.”
“Marcondes teve oportunidade por dois anos, agora, Luiz de Deus renúncia, prejudica Marcondes, que talvez pudesse fazer alguma coisa, mas foi omisso, sabia das mazelas, das mamatas e não fez nada! Nosso povo continuou sofrendo, é sistêmico, não tem a ver com o nome do secretário, é o sistema que não ajuda, está podre.”