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Paulo Afonso-BA, 10 de março de 2026

Povoado Lagoa do Rancho tem solo fértil, caju à vontade e fábricas paradas: “Só não tem governo”, diz vereador Gilmário

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reportagem

PAULO AFONSO- A menos de 5 quilômetros da entrada da residência de José Vieira, produtor rural, na Lagoa do Rancho, tem uma exuberante plantação de cajueiro, entre os pés de caju e a casa de seu Vieira, duas fábricas: uma de beneficiamento de polpa de caju para fabricação de doce e outra de produção de castanha, inacreditavelmente estão ambas fechadas. Hoje só há um movimento intenso envolta das casas de maribondo. Se o sujeito não for rápido será atacado.

Vereador Gilmário Marinho caminha em meio ao mato que toma conta da antiga fábrica de castanha no povoado Lagoa do Rancho.

O povoado Lagoa do Rancho fica a 40 quilômetros da cidade. Neste sábado (13/jul), o vereador Gilmário Marinho (PSD), passou o dia com seu Vieira, liderança que fez questão de apoiá-lo após ‘ouvir falar’ do seu trabalho nas comunidades vizinhas.

“Não foi ele quem me chamou, eu soube do que o vereador estava fazendo, fui a uma reunião, me apresentei e desde então estamos juntos”, contou Vieira.

Seu Vieira, liderança do vereador Gilmário Marinho da Lagoa do Rancho.

Casa de Farinha

Anda-se uma quadra, e, ainda no entorno das casas, há uma casa de farinha também sem uso. “Antes a gente produzia aqui cerca de 20 sacas de farinha que eram vendidas ao pessoal de Sergipe”, disse um associado. “Porém, é o seguinte, a mandioca precisa de água, se plantar não morre, mas também não dá”, acrescentou.

Mesmo com toda dificuldade, observa-se um pequeno cinturão verde com plantação de milho que, não foi graúdo por falta de incentivo do governo municipal. “Aqui o caba tem que escolher: ou paga a hora de trator ou compra a semente, se for pra você fazer tudo sem ajuda nenhuma não tem como, fica muito caro”, esclareceu Vieira que tem na garagem algumas sacas de milho prontinhas para a bata.

Eis a vida, em regra, do pequeno produtor pauloafonsino: terra fértil, vontade de trabalhar e nenhum incentivo.

“Nós ainda temos aqui a máquina forrageira – para a produção de ração – porém quando quebra a prefeitura leva meses para consertar, a mesma coisa são os poços, então nós vivemos aqui como se estivéssemos no deserto”, continuou Vieira.

Ainda sobre a produção do doce de caju que não existe mais, seu Vieira garantiu que são, em média, três safras da fruta por ano. “Nos anos melhores são três, nos mais fracos, duas safras, é muito caju.”

Tanto Viera como outros produtores sonham com mais um poço na Lagoa do Rancho com o qual seja possível escoar água para pequenas área de irrigação. “Nós dividimos a água desse poço com outras comunidades, não falta para o nosso consumo nem dos animais, mas a gente precisa de água para produzir, porque não dá para depender só da chuva”, explicou o pequeno agricultor que também é criador. “Umas 20 rês, mas boas, gordas.”

O dia teve ida à roça, almoço farto e mimos: uma saca de milho verde para fazer canjica. “Não tem preço uma liderança e uma amizade como essa que a gente faz com a política, por isso temos que fazer de tudo para colaborar com o homem do campo”, resumiu Gilmário.

 

Seu Vieria indo para a fábrica de ração.

 

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