PAULO AFONSO– Exceto pelo meio político – e nem todo mundo, diga-se de passagem- poucas pessoas sabem quem é Robson Pets, então pré-candidato a prefeito que, durante a convenção do PSD, disse que desistiria da pré-candidatura para apoiar Mário Galinho (PSD).
Parte da imprensa tratou o caso como o ponto máximo do ato político, sem conseguir explicar qual será mesmo a real diferença que fará esse apoio. “Aff que discurso emocionante!”, diz um; já para outro: “Robson arrepiou geral e eu chorei” e por aí foi durante todo o dia.
Robson conseguiu 70 votos em 2020 e, conforme sondagem do IPM Brasil, divulgada no mês passado, não chegou a 1%. A desistência de Robson foi tratada como o êxtase da convenção porque a vantagem de Galinho, vem, infelizmente, carregada de uma cegueira crônica.
Em primeiro lugar, confirmado candidato a vereador, o rapaz falou demais e, obviamente, teve uma projeção que nenhum outro na sua condição desfrutou. Hoje muitos candidatos estavam chateados com isso.
Vale também alertar: o eleitorado de Paulo Afonso é, em grande parte, conservador e não aprova extremismos. Numa festa como a apresentada, foi absolutamente desnecessário classificar o grupo do prefeito licenciado Luiz de Deus como ‘coronel’; uma vez que, gostem ou não, ganhou três eleições para prefeito pela ampla preferência do eleitor por ele, e em particular, pelos médicos.
Obviamente que o governo é péssimo, e não vão faltar meios ao candidato Galinho de pedir a reação do eleitor ‘a tudo o que se vê por aí’.
Chama atenção um detalhe: se o grupo que está no poder é formado por ‘coronéis’, qual teria sido o papel dos aliados [hoje] de Galinho que estavam a três passos dele na convenção, sentados no banco?
Como disse um deles “arriba!”
Volto ao começo: a vantagem não é apenas perigosa, é estúpida.