PAULO AFONSO– Não sejamos tolos, há sim no eleitor muita desconfiança em torno das alianças firmadas pelo pré-candidato a prefeito Mário Galinho (PSD) e os vereadores que, até o pleito passado, eram rochas do prefeito licenciado Luiz de Deus.
É perfeitamente compreensível tal cautela dada a falta de habilidade de parte desses políticos em demonstrar que também repensam a forma de fazer política; por outro lado, é injusto com Mário Galinho que não prometeu nada e segue afirmando que só tem trabalho: o trabalho da reconstrução.
Por difícil que seja assimilar, é forçoso reconhecer que os vereadores chegaram porque sim, foram desprezados pelo prefeito de turno, mas é legítimo afirmar também: quiseram ir no embalo do povo, porque sim, eis uma pré-candidatura que segue como trem disparado sem encontrar obstáculo nos quatro cantos do município, ávido por mudança.
Galinho segue sem enxergar o adversário porque tem em mãos uma pré-campanha orgânica, alicerçada na necessidade coletiva de reorganizar a máquina pública, e, com isso, incluir camadas da população num futuro governo, que hoje estão de fora.
As alianças se deram, frise-se: livre da chaga do clientelismo político, da cooptação e do toma-lá-dá-cá. Galinho não prometeu nada, não fechou acordo para presidência da Câmara e nem dispôs dezenas de cargos de confiança. Quem afirmar o contrário, mente.
É, de fato, uma coalizão gigantesca, mas para a felicidade dos que têm fé e vão depositar sua esperança nas urnas, está presa só ao desejo de mudança, e nada mais.
Chegou a novíssima era.