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Paulo Afonso-BA, 28 de maio de 2022

Vereador Gilmario Marinho chama governador Rui Costa de “irresponsável”, após visita ao DPT de PA

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PAULO AFONSO– A sequência de cinco assassinatos no intervalo de uma semana entre 12 e 17 deste mês, jogou luz sobre um tema recorrente na região que é a falta de médicos legistas suficientes para necropsia dos corpos.

O atraso nessa liberação em consequência de um quadro de profissionais aquém do necessário, acrescenta dor e desespero à familiares enlutados.

Cumpre observar que, a estrutura do Departamento de Polícia Técnica de Paulo Afonso não é ruim. Ao contrário, está numa situação superior ao de muitos municípios de maior porte Bahia afora, o problema, explicou a recém-coordenadora do DPT, Nancy Cavalcanti, “é a deficiência no quadro pessoal”.

“Nós temos atualmente apenas três médicos, três criminais, dois técnicos e dois auxiliares de necropsia. Este corpo não fecha nenhuma escala semanal, porque a gente numa escala semanal, num regime de 24 por 72 horas, deveríamos fechar quatro escalas para ter uma equipe todos os dias e isto não acontece, justamente pelo quadro de pessoal deficiente”, explicou.

Desses três médicos, dois com 40 horas tiram sete a oito plantões mensais, prossegue Nancy, “e um médico que sé tem 30 horas que tira cinco plantões mensais. Então mesmo que aconteça um mês com todos esses profissionais trabalhando, ou seja, ninguém de férias ou licença a gente fecha uma escala de 21 dias.”

A solução encontrada é buscar apoio técnico a mais de 350 quilômetros na cidade de Juazeiro.

Ocorre que, o processo de envio de um corpo para outro DPT, precisa de laudo médico e seguir protocolos conforme a lei, daí por que, como aconteceu recentemente, as famílias se voltam contra a polícia e/ou autoridades políticas, no caso, o governador do estado Rui Costa (PT).

“A gente entende a dor das famílias, eu estou aqui, vejo de perto. A gente procura amenizar da melhor forma possível”, contou Nancy.

Reservadamente, a coordenadora do DPT disse que testemunhou uma cena muito dura, de uma mãe, que passou a noite ao relento à espera da liberação do corpo do filho, e que este ficou no IML por dias.

Gilmário Marinho responsabiliza Rui Costa

O vereador Gilmário Marinho (Podemos), não procurou meias-palavras para se referir ao governador Rui Costa a quem credita todo esse estado de coisas na segurança pública, especialmente em Paulo Afonso.

“A deficiência existe por irresponsabilidade do governo do estado. Em maio de 2020 nós direcionamos uma indicação ao senhor Rui Costa e ao secretário de segurança, pedindo a ele uma atenção especial na contratação de médico legista, findou esse período e o problema continua”, disse.

O vereador afirmou que não faltaram visitas a Salvador levando a questão e, em resposta, foi prometido um concurso público para sanar o problema, no entanto, o governo mantém na gaveta até agora.

“Infelizmente são muitos acidentes, porque estamos falando de treze municípios e as famílias estão sofrendo muito”, completou Gilmario.

“Eu peço a compreensão da população como um todo, eu sei do sofrimento que é para as famílias ter um ente querido morto de morte violenta e ter que esperar três até quatro dias para sepultar. Nos procure que nós vamos ajudar da melhor maneira possível”, pediu a coordenadora do DPT, Nancy Cavalcanti.

 

Painel com Assessoria Parlamentar de Gilmário Marinho. 

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