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Paulo Afonso-BA, 16 de maio de 2021

Luiz de Deus vai usar sua base na Câmara para se livrar do Nair; população continuará à deriva

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PAULO AFONSO- Sem maiores detalhes nem garantias, o prefeito Luiz de Deus (PSD) encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que garantia à sua gestão administrar o Hospital Nair Alves de Souza.

Até a eleição, os problemas da operação foram camuflados. Nenhuma autoridade, seja o prefeito ou secretário de Saúde veio a público dizer que a prefeitura estava quebrada por assumir o Hospital.

A eleição passou e a situação caótica do Nair ganhou relevo.

Apesar de a prefeitura dizer que gasta em torno de 3,5 milhões por mês, falta lençol, sonda – até fio para sutura-, insumos, a máquina de Raio-x vive quebrada e os médicos, segundo o vereador Marconi Daniel (Podemos), reclamaram em off que trabalham no limite e com medo.

Cumpre dizer que a declaração do vereador amplificada na imprensa não foi desmentida.

 

Luiz de Deus quer se livrar do bode na sala.

 

Eis que a prefeitura, agora, encontrou uma saída. Vai despachar o Nair para uma Organização Social, que deve não somente administrar o Hospital, mas operar um milagre: em vez dos mais de 3 milhões por mês, a prefeitura vai repassar somente 800 mil reais. Segundo explicações da procuradoria do município.

Tudo isso está em curso e conta com a colaboração dos vereadores da base de Luiz de Deus.

Como fez nos casos da aprovação da empresa Atlântico e da Embasa, cujos serviços ofertados dispensam comentários, prefeitura e Câmara se entendem e a popolação que se dane!

O projeto tramita na Câmara com pedido de  urgência, e na tarde desta terça 04, o prefeito reuniu sua base para tê-lo aprovado na próxima segunda 10.

Os vereadores governistas, por seu turno, entendem que devem obediência ao prefeito. Por que não aprovariam sem maiores esclarecimentos?

A oposição tenta, inutilmente, retardar o processo a fim de entender como fechará essa matemática brilhante apresentada na Audiência Pública da semana passada, em que 3,5 milhões  passa a ser 800 mil e tudo fica de pé?

À  população resta uma saída: observar quem aprova o projeto nesses termos e, quando precisar de saúde, bater à porta.

 

 

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