PAULO AFONSO – Ainda é difícil de acreditar que uma das motivações possíveis do crime bárbaro ocorrido no Benone Resende, BTN, na última terça-feira 4, em que um casal foi vítima de uma tentativa de execução, seja som alto.
Patrícia, mãe de três filhos, não resistiu aos ferimentos, morreu no local. Celso, sobreviveu, e diz que deve isto à mulher que o salvou fazendo desviar o curso da bala que atingiria seu peito. Não se pode dizer que o fato estupefaciente é sem precedentes.
No assassinato de terça, a polícia e testemunhas, acusam o vizinho, que está foragido. E que abusava do som.
Em 2016, duas mulheres foram executadas também no BTN, após uma noite de festa, uma das vítimas tinha apenas 17 anos.
A tragédia de 2016 mirou outras pessoas que sobreviveram. O suspeito do crime também era um vizinho que havia ligado para a polícia reclamando do barulho do som.
Nota à margem: quase que diariamente a PM faz apreensão de aparelho de som, e até TV e DVD porque o dono/dona abusa do som alto.
É um problema gravíssimo que a sociedade vai precisar enfrentar. E só há uma forma: com a lei.